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Variedades
20/02/2026 12h54

Nutrição, por Cláudia Levandoski: patê de gorgonzola

O patê é um preparo versátil que combina muito com torradinhas, pela cremosidade e harmonização da crocância
Nutrição, por Cláudia Levandoski: patê de gorgonzola

O patê é um preparo versátil que combina muito com torradinhas, pela
cremosidade e harmonização da crocância. Coringa em tábuas de frios,
geralmente apreciado por todos. E dá para criar e recriar, esse fiz na versão
saudável com o gorgonzola que é um queijo maturado próprio para quem tem
intolerância à lactose. Usei iogurte natural e ovo. Que combinação perfeita
essa!

 

Para essa receita você vai precisar de:

1 ovo cozido
2 colheres de sopa de iogurte natural
Temperos verdes – coloquei cebolinha
Alho – 1 dente de alho amassado
TRITURAR TUDO BEM. Em seguida acrescentar os ingredientes abaixo:
100g de gorgonzola amassado
1 colher (chá) + ou – de limao espremido
1 colher (chá) de azeite de oliva
Sal a gosto se necessário
Misturar tudo bem, decorei com manjericão fresco e servi com torradinhas
crocantes e bem fininhas.

Rendimento: 2 porções
Tempo de Preparo: 10 minutos
Dificuldade: Fácil

 

VAMOS FALAR DE NUTRIÇÃO?

VOCÊ SABIA QUE O IOGURTE É UM PROBIÓTICO NATURAL? MAS, ISSO
DEPENDE DO PROCESSO EM QUE ELE FOI PRODUZIDO...

 

O que são probióticos?
Os probióticos são microrganismos vivos benéficos para a saúde humana.
Quando estão em equilíbrio, ajudam a manter a microbiota intestinal saudável
e, assim, colaboram para o bom funcionamento de todo o corpo. 
Os probióticos melhoram diferentes sistemas, como o digestivo e o
imunológico. Por isso, são reconhecidos por muitos especialistas como
“bactérias do bem”. 

Para que servem os probióticos?
Sistema gastrointestinal
Os benefícios dos probióticos para o sistema gastrointestinal ocorrem por
mecanismos como redução do pH intestinal, diminuição da colonização por
organismos patogênicos,  modificação da resposta imunológica e produção de
substâncias benéficas como os ácidos graxos de cadeia curta (AGCC) –
acetato, butirato e propionato, e alguns micronutrientes como as vitaminas K e
B12.

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Espécies como Lactobacillus, Bifidobacterium e Saccharomyces têm mostrado
eficácia em condições como: 
 Diarreia infecciosa aguda;
 Diarreia associada ao uso de antibióticos;
 Diarreia por Clostridium difficile;
 Encefalopatia hepática;
 Retocolite ulcerativa (RCU);
 Doenças inflamatórias intestinais (DII);
 Síndrome do intestino irritável (SII);
 Distúrbios gastrointestinais funcionais;
 Enterocolite necrosante. 


No entanto, os benefícios associados a uma espécie ou cepa de probiótico não
se aplicam necessariamente a outras. Por isso, é importante sempre consultar
um médico ou nutricionista para fazer um uso mais certeiro para cada caso.
Sistema imunológico


O intestino impacta diretamente o sistema imunológico, visto que é nessa
região que temos uma grande produção de anticorpos. 
Esse órgão atua como uma barreira natural contra substâncias prejudiciais e os
probióticos contribuem para essa proteção. Eles ajudam a reparar danos no epitélio intestinal, produzem substâncias antibacterianas e regulam a resposta
imunológica, influenciando na produção de citocinas. 


Com esse poder de modulação, os probióticos demonstram grande potencial
terapêutico para tratar doenças ligadas à imunidade, como alergias, eczema e
infecções virais, além de fortalecer a resposta do corpo a vacinas.


Saúde mental


A literatura explora a ligação entre distúrbios psicológicos e o microbioma
intestinal, além de avaliar a conexão entre o uso de probióticos e melhoras na
saúde mental. Essa conexão se dá a partir do eixo intestino-cérebro, que indica
a comunicação bidirecional entre esses dois órgãos.


Desse modo, estudos feitos com pessoas com depressão mostram que
problemas no intestino afetam o sistema nervoso, podendo impactar na piora
dos sintomas depressivos. Em situação de disbiose, as bactérias da microbiota
podem atingir a corrente sanguínea e contribuir para a neuroinflamação e
alteração nos neurotransmissores e na neurogênese. 


Com isso, ativa o eixo de resposta ao estresse, liberando cortisol que, em
excesso, aumenta o processo inflamatório. O papel dos probióticos nesse
processo ajuda a equilibrar a microbiota, auxiliando na redução da inflamação
e, consequentemente, no controle dos sintomas da depressão em adultos.


Gestação


Os estudos destacam que melhorar a saúde do microbioma intestinal materno,
com o uso de probióticos antes e durante a gravidez, pode contribuir para a
prevenção de complicações relacionadas à gestação. 


O consumo dessas bactérias benéficas, seja por meio da dieta ou da
suplementação, pode exercer efeitos positivos, como:

 Redução do risco de diabetes gestacional;
 Possível redução do risco de pré-eclâmpsia;
 Possível redução do colesterol total, LDL e triglicerídeos em gestantes;
 Crescimento saudável do bebê;
 Redução do risco de alergias no bebê, como eczema atópico;
 Fortalecimento da imunidade neonatal.

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Endometriose

Há indícios de que o desequilíbrio da microbiota está relacionado com a
endometriose. Isso, porque a flora intestinal, além de estar associada a
alterações no sistema imunológico, produz enzimas que podem influenciar na
metabolização dos hormônios. 

Ou seja, quando esse mecanismo não funciona de maneira adequada, pode
prejudicar as respostas imunes e desregular os níveis de estrogênio na
corrente sanguínea, o que favorece a progressão da doença. 


Nesse cenário, o uso de alguns probióticos, como Lactobacillus
acidophilus, parecem proporcionar benefícios terapêuticos para o controle da
endometriose, ajudando a reduzir a inflamação, os sintomas de dor e as lesões
causadas pelo quadro. 


Saúde da pele


A homeostase da microbiota intestinal (ou seja, seu equilíbrio no organismo)
também pode influenciar a saúde cutânea, indicando a existência de um eixo
intestino-pele. Com isso, os probióticos têm sido estudados para o manejo de
doenças cutâneas, reduzindo o estresse oxidativo, suprimindo respostas
inflamatórias e mantendo efeitos imunológicos.


Os resultados de pesquisas já mostram a eficácia no tratamento de problemas
como dermatite atópica, acne, psoríase e cicatrização de feridas. 
Gerenciamento de peso


Um estudo clínico avaliou o impacto de prebióticos e probióticos, além da dieta,
no tratamento da obesidade. Em geral, todos os participantes da pesquisa
demonstraram redução do peso corporal, do índice de massa corporal (IMC) e
da circunferência abdominal.


Entretanto, aqueles que consumiram prebióticos ou probióticos em conjunto
com a dieta tiveram resultados mais satisfatórios, como: perda de massa
gorda, aumento da força muscular, redução da pressão arterial e melhora da
glicemia.


Os resultados indicam que a combinação de prebióticos ou probióticos com
medidas de estilo de vida é promissora para o manejo da obesidade e suas
complicações metabólicas.


Saúde cardiovascular


Os probióticos também podem ser uma estratégia promissora para a saúde do
coração. As evidências destacam que a microbiota parece estar relacionada ao
desenvolvimento de doenças cardiovasculares. Isso, porque a desregulação
dessa comunidade, denominada disbiose, é um dos fatores que contribui para
quadros inflamatórios e que impacta a resposta imune. 


A intervenção com o uso de probióticos, por sua vez, tem mostrado potencial
para regular a microbiota e reduzir marcadores cardiovasculares, estabilizando
os níveis de colesterol, equilibrando a pressão arterial e melhorando a
inflamação, fatores que favorecem a saúde do coração. 

Como incluir probióticos no dia a dia?

Para reforçar o funcionamento do organismo com probióticos, o primeiro passo
é consultar seu médico ou nutricionista. Isso, porque existem inúmeras cepas
probióticas, e cada pessoa possui necessidades distintas, sendo necessária
uma avaliação e recomendação individual.


Ao seguir a recomendação indicada pelo profissional, é possível incluir
probióticos na rotina através de alimentos ou opções manipuladas.

É importante, também, sempre estar atento a lista de ingredientes ao escolher
algum alimento. Certifique-se que seja um produto livre de açúcares ou
ingredientes artificiais e evite opções ultraprocessadas. 
Alimentos ricos em probióticos
 Leite fermentado;
 Kombucha;
 Kefir;
 Iogurte;
 Picles;
 Coalhada;
 Missô. (Adaptado de Essential Nutrition)

Para indicação do melhor probiótico a você consulte um nutricionista.
Siga-me para mais dicas: @nutriclaudialevandoski


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