
O avanço do Alzheimer levou o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, de 94 anos, a perder lembranças marcantes de sua trajetória, incluindo o período em que ocupou a Presidência da República. A informação veio à tona após a Justiça de São Paulo determinar a interdição civil do ex-chefe de Estado e nomear seu filho, Paulo Henrique Cardoso, como curador responsável por seus atos patrimoniais e financeiros.
A decisão judicial foi tomada após familiares relatarem o agravamento do quadro de saúde de FHC. Segundo informações divulgadas pela imprensa nacional, a doença atingiu um estágio avançado, comprometendo significativamente a memória e a capacidade do ex-presidente de administrar a própria vida civil.
Com a curatela, Paulo Henrique Cardoso passa a representar o pai em questões relacionadas ao patrimônio, contratos e demais atos da vida civil. A medida tem como objetivo proteger os interesses do ex-presidente diante das limitações impostas pela doença.
Fernando Henrique governou o Brasil entre 1995 e 2002 e é considerado uma das figuras mais influentes da política brasileira nas últimas décadas. Sociólogo e professor, teve papel central na implantação do Plano Real, programa econômico que estabilizou a moeda brasileira e ajudou a controlar a hiperinflação nos anos 1990.
