
Com a previsão de um Super El Niño e o aumento do risco de chuvas intensas nos próximos meses, a Prefeitura de Tubarão anunciou nesta terca-feira (14) que investiu R$ 40 milhões em obras de proteção e defesa civil. O conjunto de intervenções contempla projetos de macrodrenagem, contenção de margens, limpeza de rios e instalação de galerias pluviais, além de ações preventivas que já estão em andamento em diferentes regiões do município.
Veja:
Entre as principais obras estão a implantação de duas estações elevatórias na Margem Esquerda, nos bairros Dehon e Humaitá, com investimento de R$ 3,9 milhões e licitação prevista para setembro; a macrodrenagem da Rua Fábio Silva, orçada em R$ 3,2 milhões; o enrocamento de 400 metros da Avenida Getúlio Vargas, com aporte de R$ 3,6 milhões; a limpeza de 20,1 quilômetros do Rio da Madre, ao custo de R$ 1,4 milhão; e a retirada de ilhas e vegetação em oito quilômetros do Rio Tubarão, considerada a maior intervenção do pacote, com investimento estimado em R$ 17 milhões.
O plano também prevê a readequação de passagens com galerias no bairro São João, além da instalação de novas galerias em diversos pontos da cidade. Parte dessas obras já foi concluída, enquanto outras estão em fase de projeto ou licitação.
Durante a coletiva, o prefeito Estener Soratto afirmou que o município vem reforçando as ações preventivas desde o início do ano. Segundo ele, mais de 155 quilômetros de rios, valas e canais já passaram por serviços de limpeza, enquanto o caminhão hidrovácuo atua na desobstrução da microdrenagem desde fevereiro.
"Limpamos mais de 155 quilômetros, estamos desde fevereiro com o caminhão hidrovácuo limpando a microdrenagem da cidade. Desde o ano passado nós já estamos estruturando a secretaria, e agora, com as previsões de um El Niño forte, intensificamos. Eu quero que as obras aconteçam o mais rápido possível", afirmou o prefeito.
O secretário municipal de Proteção e Defesa Civil, Rafael Marques, destacou que o aumento das chuvas provocado pelo El Niño não significa, necessariamente, a ocorrência de desastres, desde que haja investimentos em prevenção.
"Normalmente, quando temos o El Niño, temos mais chuvas, mas não necessariamente mais desastres. Chuvas como a de 2022 temos como precaver e prevenir as pessoas e fazer obras preventivas. Como a de 1974, não tem o que fazer", disse.
Segundo Marques, o atual ciclo do fenômeno climático começou em julho e deve permanecer ativo até março de 2027, período em que Santa Catarina pode registrar precipitações acima da média, exigindo maior atenção da Defesa Civil e dos municípios.
