
Uma pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira (15) indica que a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) saiu fortalecida na opinião pública após o desentendimento com o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), tornado público no fim de junho.
Segundo o levantamento, 42% dos entrevistados afirmaram concordar mais com Michelle no episódio, enquanto 18% disseram estar ao lado de Flávio. Outros 22% responderam que não concordam com nenhum dos dois, 3% afirmaram concordar parcialmente com ambos e 15% não souberam ou preferiram não opinar.
A pesquisa também avaliou a decisão de Michelle de expor o conflito. Para 45% dos entrevistados, a ex-primeira-dama agiu corretamente ao tornar o caso público. Já 38% consideraram que ela errou ao divulgar a situação, enquanto 17% não responderam ou disseram não ter opinião formada.
O levantamento ainda mostrou que 49% dos entrevistados já tinham conhecimento dos vídeos publicados por Michelle sobre o episódio, enquanto 51% afirmaram ter tomado conhecimento do caso apenas durante a pesquisa.
Entenda o conflito
O atrito veio à tona em 24 de junho, quando Michelle Bolsonaro divulgou vídeos nas redes sociais relatando uma conversa telefônica com Flávio Bolsonaro. Segundo ela, sentiu-se desrespeitada durante o diálogo, que teria ocorrido em meio a divergências sobre alianças políticas do PL no Ceará.
Michelle afirmou ainda que os dois estavam sem contato desde o fim de 2025 e interpretou a conversa como um sinal de que seu apoio político não era desejado ou considerado importante pelo senador.
Após a repercussão, Flávio Bolsonaro pediu desculpas e declarou que não teve a intenção de ofender a ex-primeira-dama. No dia seguinte, Michelle afirmou que não existia uma disputa entre os dois e disse que ambos atuariam juntos nas eleições de 2026.
Poucos dias depois, em 30 de junho, Michelle deixou a presidência do PL Mulher. Ela informou que a decisão foi motivada pela necessidade de dedicar mais tempo aos cuidados com o ex-presidente Jair Bolsonaro e com a filha.
Cenário eleitoral
Além do impacto do episódio familiar, a Genial/Quaest também simulou cenários para a eleição presidencial de 2026. Em um eventual segundo turno entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro, Lula aparece com 45% das intenções de voto, enquanto o senador registra 37%.
A pesquisa também apontou que, nos cenários de segundo turno testados pelo instituto, Lula aparece numericamente à frente dos demais adversários avaliados. Outro dado destacado pelo levantamento é que, pela primeira vez desde dezembro de 2024, a aprovação do governo federal superou numericamente a desaprovação: 48% dos entrevistados aprovam a gestão, contra 47% que a desaprovam.
