
Um corredor de umidade conhecido como rio atmosférico deve influenciar o tempo no Sul do Brasil nos próximos dias, trazendo possibilidade de chuvas intensas, temporais, granizo e ventos fortes. A previsão indica que o sistema atue entre quinta-feira (16) e sábado (25).
O fenômeno deve transportar grande quantidade de vapor d’água da região amazônica em direção aos estados do Sul, com maior impacto previsto inicialmente para o Rio Grande do Sul. Em algumas áreas, os acumulados de chuva podem ultrapassar 300 milímetros durante o período.
A instabilidade será favorecida pela combinação do rio atmosférico com outros sistemas meteorológicos, como frentes frias, ciclones e áreas de baixa pressão. A permanência desses sistemas sobre a região aumenta o risco de tempestades severas.
Entre os fenômenos previstos estão queda de granizo, rajadas intensas de vento, microexplosões e possibilidade de tornados isolados.
Sistema deve permanecer vários dias sobre a região
Segundo especialistas em meteorologia, o rio atmosférico funciona como uma faixa de transporte de umidade entre áreas tropicais e regiões de latitudes médias. O sistema começa a se organizar entre Bolívia, Paraguai e Argentina e deve ganhar força a partir de quinta-feira (16), alcançando o Sul do Brasil.
A previsão também aponta temperaturas acima da média para o período, com possibilidade de máximas superiores a 32°C em algumas áreas, mesmo durante o inverno.
O bloqueio atmosférico deve dificultar o avanço dos sistemas meteorológicos, fazendo com que as áreas de instabilidade permaneçam mais tempo sobre a região.
Santa Catarina e Paraná podem ser atingidos
Após uma breve redução das instabilidades no Rio Grande do Sul na terça-feira (21), a previsão indica avanço das tempestades em direção a Santa Catarina e ao Paraná.
Na sequência, uma nova frente quente deve voltar a atuar sobre o território gaúcho, mantendo o cenário de chuva e temporais até pelo menos o sábado (25).
As autoridades orientam moradores e municípios a acompanharem as atualizações meteorológicas devido ao risco de eventos extremos e volumes elevados de chuva.
