
Imagem ilustrativa feita com IA
Um trabalhador que entrou na Justiça alegando ter sofrido assédio moral por ser chamado de "Beiçola" acabou tendo o pedido de indenização negado. Ao analisar o caso, a Justiça do Trabalho concluiu que a troca de apelidos fazia parte da rotina entre os funcionários e que o próprio empregado também apelidava colegas e superiores.
Durante o processo, testemunhas contaram que o trabalhador chamava um supervisor de "Papai Smurf" e outro colega de "Tartaruga Ninja". Segundo os depoimentos, ele nunca havia demonstrado incômodo com o apelido que recebia. O juiz também afirmou que não ficou comprovada a existência de uma caricatura que, segundo o autor da ação, teria aumentado o constrangimento.
Com base nas provas, o magistrado entendeu que não havia elementos suficientes para caracterizar assédio moral e rejeitou o pedido de indenização por esse motivo. A decisão foi proferida pela Justiça do Trabalho de Jundiaí (SP) e ainda pode ser alvo de recurso.
Apesar disso, a empresa acabou condenada por outro motivo. A Justiça reconheceu que o funcionário enfrentava jornadas de até 24 horas seguidas e períodos sem folga, situação que contribuiu para o agravamento de transtornos psicológicos. Além da indenização por esse motivo, a empresa também terá de pagar horas extras e outras verbas trabalhistas.
