
Uma faixa pouco explorada do espectro de rádio pode esconder possíveis sinais enviados por civilizações extraterrestres. Essa é a conclusão de um estudo apresentado no Reino Unido durante a semana.
A pesquisa realizou a primeira busca por possíveis sinais de inteligência extraterrestre utilizando dados do Alma, conjunto de telescópios localizado no deserto do Atacama, no Chile. Em vez de fazer novas observações do céu, os cientistas analisaram registros antigos, coletados inicialmente para outros estudos.
Esse tipo de pesquisa normalmente concentra as buscas em uma faixa específica do espectro de rádio, situada entre as frequências emitidas pelo hidrogênio e pela hidroxila, elementos que, juntos, formam a água. Como esses compostos são abundantes no Universo, cientistas acreditam que uma civilização tecnologicamente avançada poderia escolher essa região para transmitir uma mensagem.
O espectro de rádio é dividido em diferentes faixas de frequência, semelhantes às estações de um rádio convencional. A hipótese é que uma civilização distante também usaria uma dessas faixas para enviar sinais detectáveis por outras formas de vida.
Diferente dos estudos anteriores, pesquisadores decidiram investigar frequências mais altas, uma região do espectro que recebeu pouca atenção nas últimas décadas. O objetivo era ampliar as chances de encontrar transmissões artificiais que poderiam ter passado despercebidas em buscas anteriores.
A equipe procurou sinais extremamente estreitos, característica típica de transmissões produzidas por tecnologia e pouco provável de ser gerada por fenômenos naturais.
Contudo, mesmo com a nova abordagem, nenhum sinal com características compatíveis foi encontrado nas quatro observações analisadas.
Porém, os cientistas ressaltam que isso não significa que não exista vida inteligente fora da Terra. O resultado apenas indica que nenhuma transmissão foi detectada nas regiões e faixas de frequência examinadas neste estudo.
Fonte: G1.
Foto: ALMA/Alex Pérez.
