
Um forte terremoto de magnitude 7,1 atingiu o sul do Japão na madrugada desta terça-feira (28), provocando mortes, dezenas de feridos e grandes danos estruturais na província de Kumamoto. O tremor derrubou edifícios, interrompeu serviços essenciais e mobilizou equipes de resgate em diversas cidades da região.
Um dos cenários mais críticos foi registrado no shopping Aeon Mall, na cidade de Kashima. Após o terremoto, uma explosão atingiu o local, provocando o desabamento parcial da estrutura. Segundo a imprensa japonesa, há vítimas fatais e pessoas presas sob os escombros, embora o número oficial de mortos ainda não tenha sido divulgado.
O epicentro foi localizado próximo às cidades de Kumamoto e Uki, na ilha de Kyushu, com profundidade de apenas 10 quilômetros, fator que ampliou os impactos do tremor. Nas horas seguintes, a região ainda registrou quatro abalos secundários, com magnitudes entre 4,4 e 5,6.
A primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi, informou que equipes seguem avaliando a extensão dos danos e prestando atendimento às vítimas. Ela confirmou a ocorrência de incêndios, interrupções no fornecimento de energia, danos em estradas e pontes, além do desabamento de edifícios.
Ao menos 50 pessoas foram encaminhadas a hospitais, mas as autoridades acreditam que o número de vítimas possa aumentar à medida que os trabalhos de busca avancem. Aproximadamente 300 mil moradores deixaram suas casas por precaução, enquanto milhares de imóveis ficaram sem energia elétrica.
Logo após o terremoto, a Agência Meteorológica do Japão emitiu um alerta de tsunami para ondas de até um metro de altura. O aviso, porém, foi cancelado cerca de duas horas depois, após nova avaliação das condições do mar.
Os efeitos do tremor foram sentidos inclusive na Coreia do Sul, onde moradores relataram leves abalos. Em resposta à emergência, o governo japonês criou uma força-tarefa para coordenar os trabalhos de resgate e assistência às áreas afetadas.
As autoridades também alertam para a possibilidade de novos terremotos de grande intensidade nos próximos dias e orientam a população a permanecer atenta às recomendações da Defesa Civil japonesa. Até o momento, não foram registradas anormalidades nas usinas nucleares da região.
