
Tubarão está entre as cidades mais seguras do Brasil quando o assunto é violência letal. Dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2026, divulgados pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), colocam o município na segunda posição nacional entre as cidades com mais de 100 mil habitantes com a menor taxa de mortes violentas intencionais registrada em 2025.
Segundo o levantamento, Tubarão registrou 1,7 morte violenta para cada 100 mil habitantes, ficando atrás apenas de São Caetano do Sul (SP), que apresentou índice de 1,2. O ranking considera 338 municípios brasileiros com população superior a 100 mil habitantes.
As chamadas mortes violentas intencionais incluem homicídios dolosos (quando há intenção de matar), feminicídios, latrocínios (roubos seguidos de morte), lesões corporais seguidas de morte e mortes decorrentes de intervenção policial.
Além de Tubarão, outras duas cidades catarinenses aparecem entre as dez melhores colocações do país: Blumenau, na sexta posição, com taxa de 2,6, e Jaraguá do Sul, em nono lugar, com índice de 3 mortes por 100 mil habitantes.
O desempenho dos municípios acompanha o cenário estadual. Pela primeira vez, Santa Catarina assumiu a liderança nacional como o estado com a menor taxa de mortes violentas intencionais, registrando 7,6 mortes por 100 mil habitantes e superando São Paulo, que liderava o ranking desde 2014.
Para David Marques, gerente de programas do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, o resultado catarinense merece atenção nacional. Segundo ele, além das características territoriais do estado, as políticas de segurança pública e as dinâmicas de enfrentamento à criminalidade podem ajudar a explicar os índices positivos e servir de referência para outras regiões do país.
Em nível nacional, o anuário também aponta que o Brasil registrou, em 2025, o menor número de assassinatos desde o início da série histórica do Fórum, iniciada em 2012. Foram 40.775 vítimas, uma redução de 8% em relação ao ano anterior, fazendo com que a taxa nacional de mortes violentas caísse para 19,1 por 100 mil habitantes, a menor já registrada pelo estudo.
