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Geral
12/08/2026 09h49

Preso em 2024, réu do 8 de janeiro morre de infarto antes do fim do processo no STF

Ronaldo Édison Richard era réu no STF por suposta participação nos atos de 8 de janeiro e havia sido preso em 2024 durante investigação da Polícia Federal
Preso em 2024, réu do 8 de janeiro morre de infarto antes do fim do processo no STF

Ronaldo Édison Richard, de 63 anos, morreu na segunda-feira (10), em Santa Rosa, no Rio Grande do Sul. Ele respondia a um processo no Supremo Tribunal Federal (STF) por suspeita de envolvimento nos atos de 8 de janeiro de 2023, em Brasília. Segundo a Associação de Familiares e Vítimas do 8/1 (Asfav), a causa da morte teria sido um infarto.

 

O processo contra Richard ainda estava em andamento quando ele morreu. O réu estava em liberdade e aguardava o desfecho da ação que apurava sua possível participação nos ataques às sedes dos Três Poderes.

 

Acusação apontava financiamento de viagem a Brasília

 

Richard foi denunciado pela Procuradoria-Geral da República (PGR) por crimes como golpe de Estado, associação criminosa, dano e depredação de patrimônio público. A denúncia foi aceita pelo STF.

 

De acordo com a acusação, ele teria financiado uma caravana que saiu do Rio Grande do Sul com destino a Brasília durante o período dos ataques. A PGR sustentava que Richard teria custeado a viagem de uma das pessoas que participou dos atos.

 

A defesa, porém, contestava essa versão. Os advogados afirmavam que Richard apenas havia autorizado a saída de um ônibus da garagem e negavam que ele tivesse financiado uma viagem com finalidade relacionada aos atos de 8 de janeiro.

 

Os defensores também argumentavam que o réu era primário, possuía bons antecedentes e não poderia ser responsabilizado pelas ações praticadas por outras pessoas.

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Prisão ocorreu durante investigação da Polícia Federal

 

Richard foi alvo de uma operação da Polícia Federal em janeiro de 2024, durante a 23ª fase da Operação Lesa Pátria, que investigava suspeitos de participação nos ataques de 8 de janeiro.

 

Na ocasião, ele foi preso em flagrante por posse irregular de arma de fogo. A Justiça também determinou a indisponibilidade de bens, ativos e valores dos investigados.

 

Depois da prisão, Richard passou a responder à ação penal no STF. Quando morreu, entretanto, estava em liberdade.

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Processo ainda não havia sido concluído

 

A ação penal contra Richard não havia chegado ao fim no Supremo. Em fevereiro deste ano, o ministro Alexandre de Moraes determinou que acusação e defesa apresentassem as alegações finais em até 15 dias. No mês seguinte, uma sessão ordinária relacionada ao processo foi retirada da pauta.

 

Com a morte do réu, o processo passa a seguir os procedimentos judiciais previstos para situações desse tipo.

 

A Asfav confirmou o falecimento e lamentou que Richard tenha morrido antes da conclusão do julgamento. Em nota, a entidade afirmou que ele aguardava o resultado do processo e manifestou solidariedade aos familiares e amigos.


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