
O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) anunciou nesta terça-feira (1º) que pretende acionar o Supremo Tribunal Federal (STF) para pedir a abertura de uma investigação contra o ministro Alexandre de Moraes. O parlamentar também afirmou que solicitará o afastamento cautelar do magistrado e sua prisão preventiva enquanto os fatos forem apurados.
A iniciativa ocorre após novas informações da investigação envolvendo Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master. Dados extraídos pela Polícia Federal do celular do banqueiro revelaram mensagens nas quais ele buscaria auxílio em relação a medidas envolvendo a Polícia Federal e a Procuradoria-Geral da República. O ministro André Mendonça, relator do caso no STF, solicitou manifestação da PGR sobre o conteúdo.
Outro ponto que passou a ser analisado é a relação profissional entre o Banco Master e o escritório da advogada Viviane Barci de Moraes, mulher de Alexandre de Moraes. Um contrato firmado entre o banco e o escritório previa pagamentos que chegavam a R$ 131,2 milhões.
Segundo informações divulgadas nesta terça, metadados do documento indicam que uma versão do contrato foi aberta e modificada por um perfil identificado como “Ministro Alexandre de Moraes”. O escritório confirmou que o ministro acessou e editou o documento, mas afirmou que isso ocorreu após uma consulta feita pelo setor de compliance sobre possíveis impedimentos legais relacionados à contratação.
O contrato previa 36 parcelas mensais de R$ 3 milhões líquidos. Documentos financeiros apresentados à CPI do Crime Organizado indicam que o Banco Master efetuou cerca de R$ 80,2 milhões em pagamentos ao escritório entre 2024 e 2025.
Além disso, mensagens atribuídas a Vorcaro mostram que o banqueiro tratava os pagamentos ao escritório como prioridade e cobrava funcionários para evitar atrasos. As mensagens fazem parte do material analisado pela Polícia Federal.
Nikolas pretende levar ao STF pedidos para que a relação entre Moraes e Vorcaro seja formalmente investigada. O deputado também quer o afastamento cautelar do ministro e sua prisão preventiva.
