
Um brasileiro condenado pela Justiça de Santa Catarina por participação no assassinato de um empresário em Siderópolis, no Sul do Estado, foi preso na Alemanha após uma operação de cooperação internacional entre a Polícia Federal, autoridades alemãs e a Organização Internacional de Polícia Criminal (Interpol).
Vânio Carminati, de 47 anos, foi detido na cidade de Munique no dia 1º de julho. A prisão, no entanto, só foi divulgada pela Polícia Federal nesta terça-feira (14). Ele estava incluído na lista de Difusão Vermelha da Interpol e era considerado foragido desde que foi condenado pelo Tribunal do Júri, em novembro de 2025.
Segundo a investigação do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), Carminati teve papel decisivo no planejamento do crime ocorrido em 2014. Ele possuía uma dívida de R$ 100 mil com a vítima, Reni Carlos Masiero, de 61 anos, e teria proposto à esposa do empresário que o débito fosse quitado por meio da execução do credor.
Ainda conforme a denúncia, Vânio contratou o executor do homicídio por R$ 1,5 mil. O assassinato aconteceu na noite de 23 de fevereiro de 2014, quando Reni estava sozinho em seu sítio, preparando o almoço do dia seguinte. O atirador invadiu o local e efetuou quatro disparos contra a vítima antes de fugir.
A esposa de Reni foi condenada a 19 anos, sete meses e seis dias de prisão por envolvimento no crime. O executor e Vânio receberam penas idênticas, de 16 anos, nove meses e 18 dias de reclusão. Os outros dois condenados já cumprem pena no Brasil.
Defesa contesta condenação da mulher
Em nota, a defesa de Nazarete Masiero afirmou que recebeu com tranquilidade a notícia da prisão de Vânio Carminati e sustentou que ele foi o responsável por envolver a cliente no caso durante as investigações.
Os advogados argumentam que Vânio permaneceu foragido durante todo o processo, não foi interrogado em juízo nem participou da sessão do Tribunal do Júri, o que, segundo a defesa, impediu que Nazarete confrontasse diretamente as acusações. O recurso apresentado ao Tribunal de Justiça de Santa Catarina pede a revisão da condenação, sob a alegação de que ela foi baseada em declarações de alguém que teria interesse em transferir a responsabilidade pelo crime.
A defesa conclui afirmando que a prisão de Vânio reforça a tese de que ele seria o principal responsável pelo caso e defende que Nazarete não deveria permanecer presa.
