
A Polícia Civil revelou novos detalhes sobre o caso da morte de Débora Ester de Biazi Dambros, de 24 anos, encontrada sem vida após um suposto acidente de trânsito em São Carlos, no Oeste de Santa Catarina. Segundo as investigações, o ex-companheiro da vítima procurou uma delegacia para registrar o desaparecimento da jovem um dia depois do crime, em uma tentativa de reforçar a versão de que ela havia sumido.
O homem e o pai dele confessaram participação no homicídio e foram presos na sexta-feira (31). Conforme a investigação, Débora foi assassinada por asfixia no dia 20 de julho, em Xaxim. A motivação teria sido a inconformidade do suspeito com o fim do relacionamento e o fato de a vítima estar vivendo um novo romance.
De acordo com a Polícia Civil, após cometer o crime, o suspeito colocou o corpo da jovem dentro do carro e, com a ajuda do pai, levou o veículo até uma ponte em São Carlos. O automóvel foi lançado no Rio Barra Grande para simular um acidente.
No dia seguinte, antes mesmo de o corpo ser localizado, o ex-companheiro compareceu à delegacia para comunicar o suposto desaparecimento de Débora. Aos policiais, afirmou que ela estava emocionalmente abalada por causa da separação e levantou a possibilidade de que tivesse sofrido um acidente ou tirado a própria vida.
A farsa começou a ser desmontada após os laudos periciais apontarem que os ferimentos apresentados pela vítima eram incompatíveis com um acidente de trânsito. Durante a investigação, a polícia também descobriu que o suspeito utilizou o celular de Débora após o assassinato para enviar mensagens ao atual companheiro dela, fingindo que ainda estava viva e alegando problemas mecânicos no veículo para justificar o atraso.
Os dois filhos do casal, de 8 e 2 anos, estavam na residência no momento em que o crime ocorreu, segundo a polícia.
As investigações continuam para esclarecer todos os detalhes do caso e analisar o material apreendido durante a apuração.
