
Um aluno autista de 9 anos teria sido chutado várias vezes por uma professora enquanto estava sentado em uma sala de aula da EEB Lino Pessoa, no bairro Monte Castelo, em Tubarão. O episódio ocorreu por volta das 14h30 desta segunda-feira (31).
Segundo o boletim de ocorrência registrado pela mãe da criança na Polícia Civil, o menino estava em crise após perder a própria jaqueta e teria dado um chute na professora auxiliar responsável por acompanhá-lo.
A mãe foi chamada pela direção da escola e questionada se o filho havia contado em casa o que havia acontecido. Conforme o relato registrado no BO, ela informou que o menino havia contado sobre o chute dado na professora.
Na sequência, ainda segundo o boletim, a direção apresentou à mãe imagens de uma câmera de segurança que teriam registrado o episódio. De acordo com o relato dela à Polícia Civil, o vídeo mostraria o menino sentado enquanto a professora desferia vários chutes contra ele.
A mãe afirmou que não conseguiu assistir à gravação completa. O documento também registra que, apesar dos chutes relatados, não foram observados hematomas visíveis no corpo da criança.
A direção da escola teria orientado a mãe a registrar um boletim de ocorrência. O caso foi registrado pela Polícia Civil como lesão corporal grave ou gravíssima, de natureza dolosa e consumada.
Além do registro policial, a mãe afirma ter solicitado medidas protetivas de urgência e acionado o Conselho Tutelar. Ela também afirma que, mesmo após o episódio, a professora continua dando aulas. Segundo a mãe, a decisão de tornar o caso público tem como objetivo cobrar o afastamento imediato e definitivo da profissional e medidas para garantir a segurança do filho e dos demais alunos.
O boletim informa ainda que a Polícia Civil, a Polícia Militar e a Perícia não foram acionadas e não estiveram no local no momento do episódio. O local também não foi fotografado.
O registro do BO foi realizado nesta terça-feira (1º), na Delegacia de Proteção à Criança, ao Adolescente, à Mulher e ao Idoso de Tubarão.
O HC Notícias entrou em contato com a EEB Lino Pessoa e com a Coordenadoria Regional de Educação (CRE) de Tubarão para buscar esclarecimentos sobre o episódio e está aberto às manifestações.
