
O correspondente internacional do HC Notícias nos Estados Unidos, César Augusto, conversou com o repórter da Rede Globo Carlos Gil sobre as chances da Seleção Brasileira nesta Copa do Mundo. Gil, que cobre sua quinta Copa, enxerga um caminho difícil para o Brasil no mata-mata.
“O caminho que vai se desenhar — e esse jogo contra a Escócia é muito importante — vai dizer um pouquinho também. Se o Brasil passa em segundo e pega, por exemplo, uma Holanda nos 16avos, é um jogo difícil. Mesmo enfrentando o Japão, é um jogo traiçoeiro, um jogo perigoso. Acho que o caminho do Brasil nessa Copa, quando começar a fase eliminatória, é difícil. Mas eu não vou trazer uma palavra de desesperança não. Copa do Mundo é um jogo e você precisa estar bem naquele dia, naquele momento. E passar ganhando de 1 a 0 ou ganhando nos pênaltis, não importa, o negócio é ir avançando. Então, existe sim a possibilidade, mas hoje, inegavelmente, o Brasil não é favorito”, destaca.
No entanto, Carlos Gil destaca que, apesar do cenário não ser muito favorável, não há espaço para um discurso derrotista.
“As copas nos ensinaram que, às vezes, times crescem ao longo da competição e se sagram campeões. Também não dá para ter um discurso derrotista que vai dar tudo errado, nós não sabemos. Agora, se o Brasil for eliminado precocemente, vai ser uma surpresa para todo mundo? Acho que infelizmente não. Um ciclo confuso, com vários técnicos, muitas lesões, jogadores importantes que não vieram, então não seria uma surpresa cair cedo nessa copa. Mas seria uma ótima surpresa irmos longe! Camisa, tradição e talento temos para isso”, declara o repórter.
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