
“Realizamos uma delicada cirurgia de hepatectomia, que consiste na retirada parcial do fígado. Órgão que já havia passado por outros procedimentos de ressecção cirúrgica prévia. Associada a uma segmentectomia pulmonar, na remoção de um dos segmentos pulmonares, com radioblação hepática por radiofrequência. Procedimento para preservar parte do parênquima hepático do paciente, que já possuía múltiplas cirurgias hepáticas, e que precisava de reserva de parênquima hepático para tratamento sistêmico medicamentoso complementar, como quimioterapia”, explica o cirurgião oncológico da Pró-Vida, Dr. Cassiano Coral Accordi.
Conforme o médico, o procedimento ablação por radiofrequência consiste em utilizar agulha que vibra numa frequência alta, gerando energia no tratamento, para destruição do nódulo tumoral. A sonda é inserida na pele ou diretamente no órgão alvo, até o tumor, guiada por ultrassom ou tomografia computadorizada. Uma corrente de alta frequência é então passada através dessa sonda, aquecendo o tumor e destruindo as células cancerígenas. Esse método de tratamento é comum em casos de tumores pequenos.
“Após a realização do procedimento, que durou 5 horas, foram ressecadas todas as metástases do paciente, que possuía metástases de câncer colorretal no fígado e pulmão, ficando este, tratado do ponto de vista cirúrgico. Processo que somente obteve êxito com o comprometimento de toda equipe”, completa o cirurgião oncológico da Pró-Vida, Dr. Luiz Henrique Locks.
Fizeram parte da cirurgia multidisciplinar os médicos do Complexo Médico Pró-Vida, o cirurgiões oncológicos, Dr. Cassiano Coral Accordi e Dr. Luiz Henrique Locks, o cirurgião torácico, Dr. Marcelo João Losso e a radiologista, Dra. Manuela Viana.
