
Natural de Orleans, Edinho conta como foi sua infância. “Minha infância toda passei em Pindotiba, um bairro de Orleans. Eu morava com meus pais e mais quatro irmãos, sendo eu o mais velho. Trabalhávamos na roça plantando fumo, até meus 16 anos”, relembra.
Edinho diz que estudou até a 8ª série e começou a trabalhar de cobrador de ônibus, quando seu pai, que trabalhava na mina, ficou desempregado. “Logo após, meu pai conseguiu um emprego numa empresa que fabricava telhas e viemos todos para Tubarão. A vida em Pindotiba era muito boa, mas difícil de emprego e eu desde pequeno era muito ambicioso e queria crescer”, diz.
Chegando à Tubarão, Edinho, com apenas 16 anos, iniciou seu trabalho no Restaurante Caçula. “Através de uma tia, que conhecia a esposa do Caçula (antigo dono), consegui uma vaga de copeiro e aos poucos fui conquistado experiência e a confiança do dono”, relembra.
Durante 12 anos, Edinho trabalhou no restaurante e teve várias funções. Trabalhou de copeiro e de garçom, serviu lanches nos carros que ficavam no morro da prefeitura e depois trabalhou como caixa do restaurante.
Edinho ainda destaca que tinha experiência com o dia a dia do restaurante, mas a parte de lidar com funcionários, organização em geral e a parte administrativa era muito difícil. Nesse momento, Edinho teve a ajuda essencial da sua esposa Gesiana Maia de Souza. “A minha esposa trabalhava há cinco anos em uma empresa e fazia toda esta parte. Antes já tinha trabalhado em outros lugares, sempre com departamento pessoal. Então resolvemos juntar as duas experiências e deu muito certo, graças a Deus”, detalha.
Edinho conta que desde cedo trabalhou no restaurante e, por isso, também foi lá que conheceu sua esposa, que depois lhe ajudou na administração do lugar. “Conheci minha esposa no meu trabalho, pois não saia de lá pra nada. Namoramos e casamos. Ao todo são 26 anos juntos. Ela ter vindo trabalhar comigo, apesar de ser complicado, foi o que facilitou nossa união que trabalhamos até hoje juntos”, comenta.
Fruto do casamento de Edinho e Gesiana, o casal teve dois filhos. “Laura Thomás, de 19 anos, não quis seguir conosco no restaurante. Ela decidiu seguir a vida religiosa há cinco meses e está no Carmelo Cristo Redentor em São José. Ela largou tudo para seguir esta missão de orações e clausura. Visitamos ela todo os meses e ela entra em contato conosco uma vez por mês por telefone. O outro filho se chama Lucca Thomaz, tem 7 anos e estuda”, fala Edinho.
Para o futuro, Edinho quer continuar se dedicando ao Restaurante Caçula e oferecendo o melhor para seus clientes. “Eu e minha esposa amamos cozinhar e gostamos muito de estar à frente atendendo todos. Não pensamos em sair do ramo e pretendemos ser sempre uma referência na área gastronômica da nossa cidade Tubarão”, ressalta.
