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Geral
02/12/2025 20h46

O Sul é o Meu País: movimento propõe autonomia de regiões brasileiras

Grupo realizou Assembleia Geral para discutir PEC que reduz poder da União sobre os estados
O Sul é o Meu País: movimento propõe autonomia de regiões brasileiras

O Movimento o Sul é o meu País, organização que luta pela independência dos três estados do sul do Brasil (Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul), realizou uma Assembleia Geral no último dia 22 de novembro. O grupo, que ficou conhecido pela atuação e militância ao longo de seus 33 anos — incluindo a realização de consultas populares questionando a população sulista a respeito da secessão, propõe a análise e votação de uma Proposta de Emenda Constitucional que rediscute o modelo de República brasileira. 


De acordo com Ivan Sérgio Feloniuk, presidente do Movimento, o objetivo é romper com o atual sistema, que ele considera centralizador, e abrir caminho para uma Confederação de Regiões autônomas.


“A estratégia está definida: coletar assinaturas presenciais e on-line até janeiro de 2027, para então levar o texto ao Congresso Nacional e pressionar deputados e senadores a subscrevê-lo. A PEC, se aprovada, reduz drasticamente o poder da União, transfere autoridade para Regiões Geográficas com seus próprios presidentes e mantém, na Confederação Nacional, apenas três funções essenciais: moeda, defesa de fronteiras e relações exteriores — substituindo o atual presidente por um chanceler. O movimento ainda propõe mudanças simbólicas e estruturais, como a retomada do nome “Estados Unidos do Brasil” e a adoção do voto facultativo”, comenta Ivan.
 

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Além da PEC, a Assembleia também discutiu temas administrativos. Ivan avalia o evento como 'um marco estratégico: organizado, participativo e alinhado ao novo momento político do Movimento'”.


Com 33 anos de trajetória, O Sul é o Meu País defende a soberania da vontade da população, através de um plebiscito formal, onde o resultado determinaria os rumos da região. No entanto, Ivan destaca que, atualmente, o movimento vive uma fase mais madura.


“A liberdade não é um ato único, mas um processo histórico. Acredita que a autonomia virá por etapas — e a PEC apresentada agora se torna o primeiro passo concreto de um novo ciclo de distensão política e fortalecimento regional”, ressalta.


O presidente do Movimento O Sul é o Meu País também defende que autonomia é benéfica para todas as regiões brasileiras, não apenas ao sul.


“Na nossa visão, o processo de independência da antiga América Portuguesa foi excepcional e artificial: enquanto as colônias espanholas se reorganizaram em diversos países, aqui prevaleceu um acordo dinástico que manteve o território unido à força de conveniências políticas. Hoje, o foco do Movimento está na correção desse descompasso histórico, priorizando a autonomia das regiões e questionando o modelo em que Brasília opera como um “centro colonial” e os estados funcionam como “colônias de exploração”. O propósito, afirmam, é libertar todas as regiões — não apenas o Sul — de um sistema considerado injusto e ultrapassado.”
 

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Ivan também ressalta que existem outros movimentos separatistas em outros estados.


“Há movimentos autonomistas e independentistas espalhados por toda a chamada América Portuguesa. O Sul é o Meu País mantém diálogo e alianças com a maioria desses grupos, e aposta nessa rede de solidariedade e convergência política para ampliar a coleta de assinaturas e fortalecer a pauta da autonomia regional em escala nacional”.
 


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