
Em um ano em que golpes digitais e tentativas de fraude pelo Pix se tornaram rotina no noticiário, uma empresa de 40 pessoas em Florianópolis dobrou de tamanho: a Data Rudder, especializada em tecnologia antifraude, encerrou 2025 com alta de 131% no faturamento, monitorando cerca de R$ 40 bilhões por mês em transações.
O crescimento veio puxado por um avanço de 248% em novos negócios e de 224% na base de clientes em relação a 2024 – hoje, a empresa atende mais de 200 instituições, incluindo 60% dos maiores players de banking as a service (BaaS) do país, modelo em que empresas oferecem infraestrutura bancária a outras marcas.
No coração da operação está o DeLorean, sistema antifraude transacional criado para o Pix que analisa, em até 200 milissegundos, o risco de uma transferência, do cash-in ao cash-out.
Baseada em modelos de inteligência artificial treinados individualmente para cada cliente, a plataforma cruza histórico de comportamento, relação entre contas e regras do Banco Central, além de apoiar instituições na adequação à Resolução Conjunta nº 6, que trata de prevenção à fraude e lavagem de dinheiro.
Fundada por Rafaela Helbing (cientista de dados) e Thais Nolasco (UX designer), a Data Rudder nasceu para o Pix e não como adaptação de sistemas antigos. Sua plataforma já está integrada a mais de 150 instituições financeiras no Brasil, incluindo bancos, cooperativas e fintechs.
A empresa atende exigências do Banco Central, inclusive a Resolução Conjunta nº 6, que permite o compartilhamento de indícios de fraude entre instituições. No portfólio, além da DeLorean, estão ferramentas como o DataBusters (fraudes sistêmicas), Monitora PLD-FT (lavagem de dinheiro) e a Watchlist (cartões), criada em parceria com a Abecs.
