
A mulher de 32 anos que filmou e divulgou as agressões contra a própria filha, de 8 anos, será indiciada pelo crime de tortura-castigo. A informação foi confirmada pelo delegado Pedro Henrique Vasques Fernandes, responsável pelo caso, que destacou a gravidade das cenas registradas em vídeo, nas quais a criança recebe mais de 40 cintadas.
A mãe foi presa no sábado (10), na rodoviária de Visconde do Rio Branco, na Zona da Mata mineira, no momento em que retornava do Rio de Janeiro. No domingo (11), ela foi encaminhada ao presídio de Ubá, onde permanece à disposição da Justiça enquanto o inquérito segue em andamento.
Segundo o delegado, as agressões duram cerca de quatro minutos e mostram a criança sendo violentamente castigada com um cinto, além de sofrer ameaças e xingamentos. Em um dos trechos, a menina aparece nua, o que, de acordo com a Polícia Civil, reforça o entendimento de que houve intenso sofrimento físico e psicológico.
O caso veio à tona após o próprio vídeo ser compartilhado pela mãe em um grupo da família e, posteriormente, se espalhar pelas redes sociais. A denúncia chegou ao Conselho Tutelar, que acionou a Polícia Militar no dia 4 de janeiro, em São Geraldo, onde ocorreram as agressões.
De acordo com a conselheira tutelar Amandha Ceribelli, não havia registros anteriores de denúncias contra a família. A criança vivia com a mãe e o padrasto, mas, após a repercussão do caso, foi acolhida em um abrigo e segue sob proteção do Estado.
O indiciamento deve ocorrer com base na Lei nº 9.455/97, que trata do crime de tortura. Por se tratar de tortura-castigo praticada contra uma criança, considerada pessoa vulnerável, a legislação prevê aumento de pena. O inquérito deve ser concluído nos próximos dias, após a análise do celular da investigada.
