
A Justiça aumentou de 12 para 16 anos de prisão a pena do homem condenado por matar a namorada em 2018, em Imbituba. A decisão atendeu recurso do Ministério Público de Santa Catarina, que pediu a revisão da sentença aplicada em setembro de 2025 por homicídio qualificado por feminicídio.
No recurso, o Ministério Público argumentou que a culpabilidade do réu deveria ser considerada mais grave. Segundo o processo, ele exercia função pública, era bacharel em Direito e teria incentivado o uso excessivo de drogas nos dias anteriores ao crime. Também foi destacado que ele não acompanhou a vítima ao hospital e teria cometido o crime sob efeito de cocaína.
A Justiça também levou em conta a conduta social e a personalidade do condenado. Interceptações telefônicas mostraram comportamento agressivo, inclusive com ofensas a autoridades policiais e ao delegado responsável pela investigação. Foi mantida ainda a perda do cargo público que ele ocupava.
O crime aconteceu na manhã de 8 de maio de 2018. Após uma noite de consumo de álcool e drogas, a vítima ligou para a irmã do acusado pedindo ajuda. A atitude teria irritado o homem, que não queria que a família soubesse do uso de entorpecentes.
Minutos depois, já sozinho com a namorada, ele a agrediu e provocou um trauma abdominal que causou a ruptura da veia cava. A perícia descartou a hipótese de overdose. Mesmo com a gravidade da situação, ele demorou a chamar socorro.
A vítima foi levada ao hospital, mas não resistiu aos ferimentos. O médico acionou a Polícia Civil após desconfiar da versão apresentada pelo réu. As investigações reuniram provas que resultaram na condenação, agora ampliada para 16 anos de reclusão.
