
A repercussão do julgamento onde o desembargador Magid Nauef Láuar absolveu do crime de estupro um homem de 35 anos que vivia com uma menina de 12 anos, alegando a existência de “vínculo familiar” entre os dois, também trouxe à tona denúncias de abuso sexual contra ele.
O CNJ abriu uma investigação para apurar o caso e já ouviu pelo menos quatro pessoas que alegaram terem sido vítimas do magistrado. Uma das vítimas é o próprio primo de segundo grau do próprio desembargador. Saulo Láuar relatou ter sido vítima de constrangimentos e de abuso pelo magistrado quando tinha 14 anos, ao ser chamado para ir até a casa de Magid em Ouro Preto.
Ele afirmou que houve a tentativa do ato, mas conseguiu sair. Saulo ainda destacou que Magid ligou para ele pedindo desculpas depois do ocorrido.
O desembargador não vai se manifestar sobre as denúncias.
Em relação ao caso do homem de 35 anos com a menina de 12, Magid Nauef Láuar voltou atrás em sua decisão. Nesta quarta-feira (25), o homem que vivia com a menina e a mãe dela foram presos em Indianópolis. Eles foram condenados a nove anos e quatro meses de prisão por estupro de vulnerável. Segundo o Ministério Público, o homem oferecia dinheiro e presentes para a família da menina em troca da permissão para o relacionamento.
Fonte: Jornal Nacional
