
A exumação dos integrantes da banda Mamonas Assassinas, realizada nesta segunda-feira (26) em Guarulhos, foi marcada por forte comoção após a descoberta de objetos deixados sobre os caixões de dois músicos. Uma jaqueta foi encontrada sobre o ataúde do vocalista Dinho, enquanto uma pelúcia estava sobre o de Bento Hinoto, reacendendo memórias da família quase 30 anos após a tragédia aérea que vitimou o grupo.
As peças foram localizadas durante o procedimento e surpreenderam os familiares presentes. Segundo o primo de Dinho e CEO da marca ligada à banda, Jorge Santana, a jaqueta estava praticamente intacta. Já o ursinho encontrado no caixão de Bento apresentava apenas sinais leves de sujeira, preservado pelo tempo.
A cunhada de Bento, Claudia Hinoto, afirmou que a pelúcia foi colocada por um familiar no momento do sepultamento. De acordo com ela, a intenção inicial era depositar a guitarra do músico junto ao corpo, mas a ideia foi descartada por receio de violação da sepultura. O objeto deve passar por higienização antes de ser incorporado ao acervo do memorial dedicado ao grupo.
Familiares relataram que o processo foi conduzido com cuidado e respeito, em um ambiente de lembranças intensas. A exumação integra um projeto simbólico que prevê o plantio de árvores como forma de homenagear os artistas, associando a memória deles à ideia de continuidade e vida.
Para os parentes, o momento misturou dor e reverência. “Para nós, ele era o Alberto, o cunhado, o irmão, o filho. Para o público, era o Bento”, destacou um dos familiares, resumindo o impacto pessoal e coletivo deixado pelos músicos que marcaram gerações com humor e irreverência.
