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04/03/2026 12h52

Caso do Cão Orelha segue sem denúncia e entra em nova fase com força-tarefa do MPSC

Ministério Público vai analisar mil horas de vídeos, dados de celulares e 50 novas diligências antes de decidir sobre denúncia ou internação
Caso do Cão Orelha segue sem denúncia e entra em nova fase com força-tarefa do MPSC

A investigação sobre a morte do cão comunitário Orelha segue aberta em Florianópolis e ainda não resultou em denúncia formal, após o laudo da exumação não identificar fraturas ósseas atribuíveis diretamente a agressão humana.

 

A apuração foi concluída pela Polícia Civil de Santa Catarina e encaminhada ao Ministério Público de Santa Catarina, que analisa se há elementos suficientes para apresentação de denúncia contra adultos e representação por ato infracional contra adolescentes investigados.

 

O exame complementar realizado pela Polícia Científica de Santa Catarina após a exumação do corpo do animal apontou ausência de fraturas no crânio e em outros ossos que pudessem ser diretamente vinculadas a violência física. O laudo, contudo, não definiu de forma conclusiva a causa da morte.

 

A ausência de comprovação pericial direta não encerra automaticamente o caso, mas impõe maior rigor na avaliação das demais provas, como depoimentos, imagens e registros eletrônicos apreendidos durante a investigação.

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Diante do volume de novos elementos reunidos, o Ministério Público decidiu nesta terça-feira (3) instituir uma força-tarefa para aprofundar a análise técnica do material probatório. Foi criado um grupo de trabalho especializado para auxiliar as Promotorias de Justiça na reavaliação do caso.

Nesta nova fase, serão examinadas mais de mil horas de vídeos, dados extraídos de celulares apreendidos e outros elementos incorporados ao inquérito. O novo material decorre de diligências solicitadas pelo MPSC à Polícia Civil, incluindo a exumação do corpo do animal.

Além das requisições iniciais, a Polícia Civil encaminhou 15 diligências complementares, totalizando 50 novos procedimentos investigativos anexados ao caso.

A Polícia Civil já havia solicitado a internação de um dos adolescentes investigados, medida socioeducativa prevista no Estatuto da Criança e do Adolescente para atos infracionais graves. A decisão depende de manifestação do Ministério Público e posterior deliberação judicial.

 

Além das agressões investigadas, o inquérito também apurou possível coação de testemunhas, com indiciamento de adultos por tentativa de interferência na apuração.

 

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O Ministério Público também avalia eventuais irregularidades relacionadas ao vazamento do laudo pericial à imprensa, procedimento que tramita de forma paralela.


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