
A atuação de um ciclone subtropical próximo à costa brasileira, combinada com áreas de instabilidade atmosférica, colocou mais de 700 municípios das regiões Norte e Nordeste em estado de alerta para chuvas intensas. Os avisos foram emitidos pelo Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia) e indicam possibilidade de temporais.
De acordo com o instituto, algumas áreas podem registrar volumes de chuva superiores a 60 milímetros por hora ou até ultrapassar 100 milímetros em um único dia, cenário considerado de grande perigo. Esse volume elevado de precipitação aumenta significativamente o risco de alagamentos, transbordamento de rios, deslizamentos de terra e interrupções no fornecimento de energia elétrica.
Os alertas começaram a valer ainda na manhã de quarta-feira (4) e abrangem uma extensa área do país, incluindo estados como Pará, Maranhão, Bahia, Ceará, Piauí, Tocantins e parte do Amazonas.
Além das chuvas volumosas, também há previsão de ventos fortes e tempestades em outras regiões. Nesses locais, os acumulados podem variar entre 30 e 60 milímetros por hora, com rajadas de vento que podem chegar a 100 km/h. Nessas condições, há risco de queda de árvores, danos em estruturas, descargas elétricas e prejuízos em lavouras.
No Sul do Brasil, principalmente no Rio Grande do Sul e no Oeste de Santa Catarina, a previsão também indica instabilidade, com possibilidade de tempestades acompanhadas de granizo.
A Marinha do Brasil acompanha a formação de um ciclone subtropical no oceano, próximo ao litoral do Rio de Janeiro. Esse tipo de sistema contribui para manter a atmosfera instável, intensificando os ventos e favorecendo a formação de áreas organizadas de chuva em diferentes regiões do país.
Entre as áreas que concentram maior número de alertas meteorológicos estão o nordeste do Pará e a região do Marajó, o oeste do Maranhão, os sertões do Nordeste, o Vale do São Francisco e o norte de Minas Gerais. Segundo o Inmet, diversas microrregiões seguem sob monitoramento constante.
Diante do cenário, órgãos de monitoramento orientam que a população adote medidas de precaução. Durante rajadas de vento, é recomendado evitar abrigo sob árvores e não estacionar veículos próximos a torres de transmissão ou placas de propaganda, devido ao risco de queda ou descargas elétricas.
Em caso de tempestades, a orientação é desligar aparelhos elétricos e, se possível, o quadro geral de energia. Moradores de áreas de encosta também devem ficar atentos a sinais de movimentação de terra que possam indicar risco de deslizamentos.
Em situações de emergência, a população pode acionar a Defesa Civil pelo telefone 199 ou o Corpo de Bombeiros pelo número 193.
