
Um dos símbolos mais enigmáticos do município de Laguna é o golfinho Flipper. O animal foi capturado ainda filhote por um pescador na década de 80 e levado para um dos tanques do parque Oceanário, na cidade de São Vicente, no litoral paulista. Logo, ele começou a receber treinamento para se apresentar aos visitantes do parque.
Contudo, em 1989, cinco anos após sua captura, o ecologista Márcio Algeri, presidente do Tucuxi - Grupo de Apoio ao Boto, denunciou as condições precárias dos tanques do Oceanário, denunciando também maus-tratos. Em 1992, o Tribunal de Justiça de São Paulo determinou o retorno de Flipper à Laguna. No ano de 1993, o cetáceo retorna à sua terra natal.
No litoral catarinense, Flipper passou por um treinamento especial para se adaptar ao mar, uma vez que durante boa parte de sua vida, viveu em um tanque sendo alimentado diariamente, o que limitou seu desenvolvimento e sua capacidade de adquirir sua própria comida.
Após ser libertado, o golfinho tentou se aproximar de outros grupos da mesma espécie, mas sem sucesso. Posteriormente, ele foi visto em Palhoça, em São Francisco do Sul, novamente em São Vicente (SP) e depois retornou à Santa Catarina, nunca mais sendo visto.
O caso do golfinho Flipper gerou enorme comoção nacional na época, com apresentações do tipo sendo proibidas em todo o país. Em Laguna, foi criado o Instituto Boto Flipper, dedicado à pesquisa, conservação e monitoramento dos botos pescadores.
Fonte: Blog As Mil e Uma Histórias de Laguna.
Foto: Blog As Mil e Uma Histórias de Laguna.
