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20/03/2026 17h55

Mãe passa horas dentro do carro para acompanhar filho em tratamentos e pede apoio em Tubarão

Enquanto aguarda Mateus na APAE e terapias, Fernanda Cancelier produz artesanato para sustentar rotina marcada por cuidados intensivos e falta de estrutura
Mãe passa horas dentro do carro para acompanhar filho em tratamentos e pede apoio em Tubarão

A falta de estrutura adequada para acompanhar o filho em tratamento obriga Fernanda Cancelier, moradora do Sertão dos Corrêa, em Tubarão, a passar horas dentro do carro enquanto o menino Mateus está na APAE e em atendimentos especializados. A decisão, segundo ela, é necessária porque o filho, diagnosticado com autismo nível 3, não verbal, pode desregular a qualquer momento e precisa da presença imediata da mãe.

 

Durante o tempo de espera, Fernanda transforma o carro em local de trabalho. É ali que ela produz cones de bombom para venda, tentando garantir alguma renda enquanto permanece próxima o suficiente para atender o filho em caso de crises. A rotina se repete várias vezes por semana, entre idas à escola, à APAE e a terapias, exigindo deslocamentos frequentes e longos.

 

A necessidade de estar sempre por perto está diretamente ligada ao quadro clínico de Mateus. Além do autismo severo e da deficiência intelectual, ele também tem diabetes tipo 1, o que exige monitoramento constante e aplicação de insulina sempre que necessário. Qualquer alteração no comportamento ou na glicemia pode demandar ação imediata da mãe.

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Sem recursos para construir no terreno que adquiriu próximo aos atendimentos, Fernanda segue improvisando a rotina dentro do veículo. A ideia da família é levantar ao menos uma cozinha no local, o que permitiria que ela trabalhasse com a produção de alimentos enquanto o filho estivesse na escola, garantindo mais estabilidade financeira e melhores condições de acompanhamento.

 

Mesmo com o menino matriculado na APAE, o acesso às terapias ainda é limitado. Fernanda relata que enfrenta filas de espera e não consegue, pelo SUS, a quantidade de atendimentos necessários para o desenvolvimento do filho, o que a obriga a buscar alternativas particulares e aumenta ainda mais os custos.

 

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Entre despesas com insulina, alimentação específica para diabetes e combustível para percorrer cerca de 20 quilômetros até os atendimentos, a mãe tenta equilibrar as contas com trabalhos informais. A rotina exaustiva, no entanto, não diminui o objetivo principal: garantir qualidade de vida e desenvolvimento para Mateus.


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