
A equipe do HC Notícias esteve no Cemitério Municipal de Tubarão nesta terça-feira (24), data que marca os 52 anos da enchente de 1974, e mostrou o local onde foi aberta a vala comum que recebeu vítimas da tragédia, que deixou 199 mortos.
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Na época, parte dos corpos encontrados não pôde ser identificada. A vala foi aberta entre o cemitério e casas que existiam na região, em direção ao bairro Congonhas. A medida gerou revolta entre moradores, sendo necessária a presença de uma patrulha do Exército para garantir a realização do sepultamento coletivo.
Inicialmente, 17 corpos estavam sem identificação. Com o passar do tempo, cinco vítimas foram reconhecidas e retiradas da vala para serem sepultadas junto às famílias. A confirmação do número de corpos foi feita por uma moradora à época, Elisa Rodrigues, que vivia nas proximidades e acompanhou de perto aquele momento.
Elisa, inclusive, passou a cuidar do espaço ao longo dos anos, mantendo o local limpo e cultivando flores, transformando a área em um jardim.
Em 1982, com a inauguração do Cemitério Horto dos Ipês, durante a gestão do então prefeito Paulo Osny May, os 12 corpos que permaneceram sem identificação foram transferidos para o novo cemitério, onde foi erguido um monumento em homenagem às vítimas.
Décadas depois, em setembro de 2016, foi realizada a exumação dos restos mortais para verificar a quantidade de pessoas sepultadas e transferidas. O pedido foi feito por nomes ligados à história do episódio, como o ex-prefeito Irmoto Feuerschuette, o coveiro Nilson Bento Mendes, o diretor do Arquivo Público Joel Köenig de Souza e José Luís Rodrigues, filho de Elisa.
