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26/03/2026 12h09

Especialista que atua em Tubarão e Joinville reforça conscientização sobre epilepsia

A neurologista Laíse Koenig de Lima Lunkes destaca que a principal importância da data é levar informação à sociedade, incentivar o diagnóstico e reduzir o estigma ainda associado à doença
Especialista que atua em Tubarão e Joinville reforça conscientização sobre epilepsia

O Dia Mundial de Conscientização sobre a Epilepsia, conhecido como Purple Day, chama atenção para uma condição neurológica que afeta cerca de 1% da população mundial. Criada em 2008 por uma criança canadense, a data utiliza a cor roxa como símbolo, representando a lavanda e o sentimento de solidão frequentemente relatado por pessoas com epilepsia.

 

A neurologista Laíse Koenig de Lima Lunkes destaca que a principal importância da data é levar informação à sociedade, incentivar o diagnóstico e reduzir o estigma ainda associado à doença. Formada pela Universidade do Sul de Santa Catarina e especialista pelo Hospital Municipal São José, em Joinville, a médica atende atualmente entre Joinville e Tubarão.

 

O que é epilepsia?

 

A epilepsia é uma condição neurológica caracterizada por descargas elétricas anormais no cérebro. O diagnóstico é essencialmente clínico, ou seja, depende do relato detalhado do paciente e de testemunhas sobre como ocorreu a crise. Exames como ressonância magnética e eletroencefalograma podem auxiliar na identificação do tipo e da causa, mas não substituem a avaliação clínica.

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Nem toda crise é convulsiva

 

Ao contrário do que muitos pensam, nem todas as crises epilépticas envolvem convulsões. Existem manifestações mais sutis, como episódios de “desligamento” por alguns segundos (crises de ausência), movimentos repetitivos, confusão mental temporária e até sensações descritas como pequenos “choques” no corpo.

 

Tratamento e qualidade de vida

 

Segundo a especialista, entre 60% e 70% dos pacientes conseguem controlar completamente as crises com tratamento adequado. O uso de medicações específicas é a base do tratamento, mas outras abordagens podem ser indicadas, como dieta cetogênica, cirurgia, neuromodulação e, em casos específicos, uso de canabidiol.

 

Com o controle das crises, pessoas com epilepsia podem levar uma vida normal, incluindo estudar, praticar atividades físicas e trabalhar. No entanto, alguns cuidados são necessários, como evitar atividades de risco — trabalhar em altura, operar máquinas pesadas ou nadar sozinho.

 

Mitos ainda persistem

 

Apesar dos avanços, o preconceito ainda é um desafio. Entre os mitos mais comuns estão a ideia de que a epilepsia é contagiosa, que sempre envolve convulsões ou que tem origem psicológica. Outro equívoco frequente é acreditar que a pessoa pode “engolir a língua” durante uma crise — o que não acontece.

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Como agir durante uma crise

 

Em situações de crise epiléptica, a orientação principal é manter a calma. Uma forma simples de lembrar dos cuidados é o método “C.A.L.M.A.”:

 

  • C: conservar a calma
  • A: afastar objetos perigosos
  • L: lateralizar a pessoa, se possível
  • M: marcar o tempo da crise
  • A: acionar ajuda, se necessário

 

Também é importante proteger a cabeça da pessoa, não tentar contê-la e jamais colocar objetos em sua boca. O socorro deve ser acionado em casos de crises que durem mais de cinco minutos, se houver repetição ou se for a primeira ocorrência.

 

A conscientização, reforçada por datas como o Purple Day, é essencial para garantir mais informação, acolhimento e qualidade de vida às pessoas que convivem com a epilepsia.


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