
BARULHO NA CÂMARA
Os vereadores Nilton de Campos e Jó Krüger fizeram barulho na Câmara de Vereadores nesta semana ao trazerem à tribuna assuntos que mexem com os ânimos ideológicos da turma. Campos trouxe um projeto de lei que estabelece o sexo biológico registrado no nascimento como único critério para categorias de atletas em competições esportivas em Tubarão. Krüger anunciou que está estudando a viabilidade jurídica de um projeto de lei para suspender o pagamento do Bolsa Família a moradores de rua e usuários de drogas que recusarem programas de ressocialização em Tubarão. Campos vem embalado numa decisão do COI e aproveitou o ensejo, ainda que não tenha havido um caso que motivasse o projeto. Krüger, por sua vez, aproveita uma pauta de apelo popular mais imediato, mirando o sentimento de indignação de parte da população com as pessoas em situação de rua e usuários de drogas no município.
A TEORIA É SEMPRE OUTRA
Na prática, ambos os movimentos têm menos relação com problemas concretos instalados em Tubarão e mais com a importação de debates nacionais para o contexto local. São temas que mobilizam bases, geram engajamento nas redes sociais e posicionam os parlamentares ideologicamente, mas que ainda carecem de conexão direta com a realidade cotidiana da cidade. O discurso é esquentado, eleva-se o tom, enquanto questões estruturais seguem disputando espaço na pauta. Não se trata de ignorar os debates, mas de entender o timing e a prioridade. Entre marcar posição e resolver problemas, o eleitor costuma cobrar mais o segundo.
FIAT LUX E COLETA SELETIVA
O primeiro mês de Felipe Tessmann na Secretaria de Serviços Públicos e Zeladoria passou dos 500 atendimentos. Além da recuperação de mais de 700 pontos de luz, há o desafio de melhorar os índices de reciclagem: a nova empresa da coleta seletiva entra em campo na segunda (13) com a missão de ampliar o serviço e engajar a população. Se mantiver o ritmo inicial, Tessmann começa a consolidar uma gestão que busca entregar resultados rápidos sem perder o discurso de planejamento, que ele sempre fez questão de frisar.
DAS CINZAS, O SKATE
Rola em Capivari de Baixo uma mobilização para que o Skate volte a fazer parte da cena da cidade. Há 13 anos, por exemplo, durante o aniversário da cidade, cerca de 500 pessoas prestigiaram um campeonato na Praça da Bandeira. Um grupo de amigos quer resgatar esse movimento e nas próximas semanas devem oficializar a criação da Associação Capivariense de Skate. Um escritório de Arquitetura e Engenharia da cidade já doou um projeto para uma pista numa localidade da cidade; com a Associação formada, a ideia é começar a ir atrás de recursos para tirar a ideia do papel.
BOM SENSO
Pacientes que não aceitam diagnóstico e receita do médico são mais comuns do que você imagina no Pronto Atendimento em Capivari de Baixo. Não bastasse a falta de bom senso em querer ditar ou até tentar impor condutas aos médicos, muitos ainda tentam colocar medo nos profissionais com supostas reclamações no Executivo. Com a chegada dos servidores aprovados em concurso na área da Saúde em Capivari de Baixo, muitos deles estão se deparando com profissionais que não precisam ter medo de represálias políticas. Os concursados têm estabilidade e respaldo legal para seguir critérios técnicos e científicos, sem ceder a exigências indevidas. Quem não gosta, assina termo de recusa, no qual o paciente declara que foi orientado sobre riscos e decidiu não seguir a conduta indicada.
AS LEIS DE MOISÉS
Após quatro anos, Carlos Moisés volta ao jogo com meias, chuteiras e novo partido para concorrer à Câmara Federal: o União Brasil. Acontece que o partido está federado com o Progressistas (PP), ou seja, Momo cai no mesmo bloco do deputado estadual José Milton Scheffer (PP), também pré-candidato a deputado federal. Moisés conseguiu muito de seu capital político aqui quando governador, trazendo recursos para muitas cidades da região. Scheffer tem uma boa base não apenas aqui na Amurel como em todo Sul de SC. Tudo indica que vai ser uma boa disputa entre candidatos do mesmo bloco. Que vença o melhor.
FARPAS ANTECIPADAS
A troca de farpas entre João Rodrigues e Jorginho Mello é a prova mais evidente de que cada mês até Outubro será como um círculo do inferno de Dante. Por hora, ainda estamos no Limbo. O embate público começou, com direito a vídeos, correções de números e acusações de desinformação. Rodrigues adotou uma estratégia clara: bater na gestão e tentar desconstruir o discurso do governador, questionando obras, valores e até a condução de serviços públicos. Do outro lado, Jorginho responde no mesmo tom, sinalizando que não pretende dar espaço para crescimento fácil do adversário. A disputa nem começou oficialmente e já mostra que os dois terão de lutar para ser a resposta de uma pergunta: quem lidera o eleitorado conservador em Santa Catarina? Serão longos meses até Outubro…
A BRIGA PELO CARISMA
Mesmo após convite direto do governador Jorginho Mello para migrar ao PL, o deputado Sérgio Guimarães decidiu seguir no União Brasil. Ao permanecer na sigla, Guimarães mantém autonomia e evita se diluir dentro de um grupo já consolidado no governo. Com isso, acaba preservando seu espaço, especialmente neste cenário de disputa interna na direita catarinense. Com forte presença digital e um perfil carismático e popular, o deputado estava sendo cobiçado por todos os lados, justamente por conseguir manter pontes com a mesma base eleitoral disputada por diferentes lideranças.
LULA SEMPRE JOGOU PARADO
Lula afirmou nesta semana que ainda não sabe se vai ser candidato. Com isso, ele evita desgaste precoce e mantém aliados em espera. Na prática, Lula joga parado, mas ocupando espaço. Ele sempre fez isso. Sabe que, em um cenário ainda indefinido, a própria dúvida sobre sua candidatura vira, ela própria, uma ferramenta política. Em entrevista nesta semana, afirmou que só tomará a decisão após as convenções partidárias e condicionou a candidatura à apresentação de “algo novo” para o país . Ao mesmo tempo, admitiu que “dificilmente” ficaria fora da disputa. Ora, bolas.
