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13/04/2026 12h41

Empresário indiciado por coação no caso Orelha morre em SC: ‘Deprimido com a injustiça’

Empresário indiciado por coação no caso Orelha morre em SC: ‘Deprimido com a injustiça’
Empresário indiciado por coação no caso Orelha morre em SC: ‘Deprimido com a injustiça’

O empresário Tony Marcos de Souza, de 52 anos, morreu na madrugada desta segunda-feira (13), em Florianópolis. Ele havia sido indiciado por coação de testemunha nas investigações sobre a morte do cão comunitário conhecido como Orelha, caso que gerou grande repercussão no Estado.

 

De acordo com o advogado Rodrigo Duarte da Silva, que representava o empresário, a causa da morte foi um infarto. O defensor também afirmou que Tony enfrentava um período de forte abalo emocional, relatando que ele estava deprimido e chegou a perder cerca de 10 quilos desde o início das investigações.

 

Tony era tio de um dos adolescentes investigados no caso e chegou a ser alvo de mandado de busca e apreensão durante o andamento do inquérito. Até o momento, não foram divulgadas informações sobre velório e sepultamento.

Entenda o caso

Segundo a Polícia Civil de Santa Catarina, a suspeita de coação ocorreu cerca de uma semana após o episódio envolvendo o cão. Testemunhas relataram que três adultos teriam intimidado um porteiro de condomínio, que teria registrado imagens dos adolescentes no dia das agressões.

 

Ainda conforme a investigação, um dos envolvidos apresentava um volume na cintura, o que levantou suspeita de porte de arma. No entanto, nenhuma arma foi localizada durante as buscas realizadas pela polícia.

 

 

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Imagens de câmeras de segurança registraram o momento da suposta abordagem. A motivação, segundo a apuração, seria evitar que informações fossem repassadas às autoridades. Após o episódio, o porteiro acabou sendo afastado de suas funções.

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Investigação da morte do cão

 

O caso teve início em janeiro, quando o cão Orelha, que vivia há anos na Praia Brava, foi encontrado gravemente ferido após desaparecer. A investigação apontou o envolvimento de adolescentes nas agressões.

 

Além disso, familiares dos jovens foram indiciados por tentativa de interferir no andamento do caso. O processo segue sob segredo de Justiça.

 

Recentemente, o Ministério Público de Santa Catarina solicitou novas diligências para complementar as provas. Apesar disso, há indicação de que o caso pode ser arquivado por falta de elementos suficientes contra os envolvidos.


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