
O avanço do mosquito transmissor da Dengue preocupa em Tubarão, que já soma 422 focos neste ano — número superior ao registrado no mesmo período de 2025, quando haviam 363. Os dados foram divulgados nesta quarta-feira (22) pela Vigilância Epidemiológica e acendem o alerta para o crescimento da infestação também relacionada à Zika e à Chikungunya.
A secretária interina de Saúde, Patrícia Marcon, reforça que o cenário exige mobilização imediata da população. Segundo ela, o aumento dos focos indica risco real de transmissão e o combate depende principalmente da eliminação de água parada em residências e terrenos.
O mapeamento mostra que o Centro concentra o maior número de focos, com 50 registros. Na sequência aparecem Recife (35), Oficinas (34), Humaitá (33), Vila Moema (31) e Revoredo (30). Outros bairros como Humaitá de Cima, Morrotes, Dehon, Monte Castelo e São João Margem Esquerda também apresentam índices elevados, com variação entre 20 e 27 focos.
A presença do mosquito também foi identificada, em menor escala, em regiões como Vila Esperança, Fábio Silva, Santo Antônio de Pádua e São Cristóvão, além de ocorrências pontuais em bairros e localidades como São Martinho, Passagem, São Clemente, São João Margem Direita, Santa Luzia, Praia Redonda, Sertão dos Corrêas, Guarda Margem Direita, Cruzeiro, Mato Alto, Bom Pastor e KM 60.
No cenário epidemiológico, Tubarão contabiliza 62 notificações até o momento. Destas, 55 já foram descartadas, seis seguem em investigação e há apenas um caso confirmado — de transmissão local. Até agora, não houve internações relacionadas à doença em 2026.
Além da limpeza de quintais e eliminação de criadouros, a prefeitura orienta que moradores denunciem possíveis focos em locais abandonados ou de risco. As informações podem ser repassadas à Ouvidoria Municipal pelo telefone (48) 3621-9051 ou pelo e-mail [email protected], permitindo a atuação das equipes de combate às endemias.
