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24/04/2026 16h46

Coluna do Bento: a normalização do feminicídio, candidato a presidente em Tubarão e o desgaste do governo Lula

Toda sexta-feira, os destaques da Política da região, de SC e do país
Coluna do Bento: a normalização do feminicídio, candidato a presidente em Tubarão e o desgaste do governo Lula

NORMALIZAMOS O FEMINICÍDIO 

No último fim de semana, foram cinco feminicídios em Santa Catarina. Todas as mulheres foram mortas por companheiros ou ex-companheiros. Os crimes acontecem no mesmo mês em que uma lei sancionada pelo governador Jorginho Mello autoriza pais a proibirem a participação de alunos em atividades pedagógicas relacionadas a gênero nas escolas. Até hoje, a maioria das pessoas pensa que debater gênero na escola vai fazer o filho virar gay; como se isso fosse possível. A gente precisa superar esse papo torto e entender que esses debates vão além da identidade de gênero: vai dizer que você não teve uma aula em que ensinavam como usar uma camisinha? Ou sobre IST’s e como preveni-las? Então, é o mesmo espaço onde o professor vai virar para um adolescente de 12 anos e dizer: “olha, não é normal que o seu pai espanque a sua mãe”.


ANTES OU DEPOIS DE ACONTECER?

Encare a contradição: o estado registra uma escalada brutal de mortes de mulheres enquanto restringe, institucionalmente, espaços de debate sobre as raízes desse tipo de violência. Não é que discutir gênero na escola impediria crimes, a realidade é mais complexa do que isso. Mas toda ausência de discussão, na prática, é uma escolha sobre quem vai ocupar esse vazio. O adolescente aprende que ciúme é prova de amor, que mulher que não obedece tem que apanhar. Sem contato com discussões críticas, ele pode reproduzir esse padrão em seus relacionamentos porque sua noção de afeto foi moldada por poder e posse, não por respeito. Mas se a sociedade catarinense quer evitar discutir suas próprias violências, vai enfrentá-las da pior maneira possível: depois que elas acontecem.

 

CONTANDO DESDE CRIANÇA
Segundo a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo, 80,4% das famílias brasileiras estão endividadas. Neste cenário, a Prefeitura de Tubarão acerta ao investir em educação financeira desde cedo com o Programa Din Din. Em vez de atuar apenas nas consequências, o município investe preparando crianças para uma relação mais equilibrada com o dinheiro. Ensinar educação financeira desde cedo é uma política pública de impacto direto no futuro econômico da população. Enquanto o governo federal planeja lançar uma nova versão do Desenrola para renegociar novamente dívidas das famílias, Tubarão aposta na prevenção — e mostra que soluções estruturais começam, muitas vezes, dentro da sala de aula.
 

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LIXO EM AJUSTE

A Transrecol LTD, responsável pela coleta seletiva em Tubarão, fechou a primeira semana de operação com cerca de 90% do cronograma cumprido. Com dois caminhões operando diariamente, a empresa tem atendido entre oito e dez regiões por dia e recolhido mais de 25 toneladas na semana. Apesar do volume expressivo, a cobertura incompleta expõe ajustes ainda em andamento devido às rotas em fase de adaptação. Na prática, o serviço começa mostrando eficiência operacional, mas ainda precisa alcançar regularidade total, o que, para a população, é o que realmente importa.

 

A NOVELA DOS CAVALOS

A reestruturação da BR-101 no Sul virou aposta do Ministério dos Transportes para destravar o impasse histórico no Morro dos Cavalos, em Santa Catarina. A proposta retira o trecho da concessão da Arteris Litoral Sul e o transfere para a Motiva, numa tentativa de viabilizar obras que podem passar de R$ 3 bilhões sem pressionar ainda mais o pedágio atual. A mudança, encaminhada à ANTT, surge após impasse nas tratativas no Tribunal de Contas da União e tenta destravar um dos principais gargalos logísticos do estado. Na prática, o governo quer dividir o problema para torná-lo viável, mas ainda depende de novos estudos, aval técnico e definição de solução. Por ora, está tudo no campo das promessas. Como sempre esteve.

 

RENAN SANTOS EM TUBARÃO

O pré-candidato à Presidência Renan Santos, do partido Missão, esteve em Tubarão na quinta-feira (23), onde fez uma coletiva de imprensa e almoçou com lideranças. Ele tenta mirar um eleitor de direita que não esteja contente com as opções Flávio Bolsonaro e Ronaldo Caiado, mantendo a linha de independência que o movimento tenta consolidar. Lembra muito o que o Novo tentava fazer em 2018, antes de se tornar uma espécie de linha auxiliar do Bolsonarismo. Bom, é mais uma candidatura à direita que terá de lutar pela atenção de um eleitor muitas vezes já decidido.

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NÃO CHOQUEI

Não é possível que existam, de fato, pessoas em choque com a prisão de Raphael Sousa Oliveira, criador da Choquei, durante uma operação da Polícia Federal que investiga um esquema de lavagem de dinheiro. A página por si já carrega todo um histórico de  polêmicas. Segundo a apuração, ele é suspeito de receber para postar conteúdos que melhoravam a imagem de pessoas investigadas. Essa prisão só mostra o vazio regulatório que cerca as grandes páginas de conteúdo no Brasil. Ao mesmo tempo em que acumulam audiência comparável à de veículos tradicionais, operam sem filtros ou responsabilidades.

 

FORÇA PRA APROVAR

Economia pressionada, combustíveis instáveis, respostas limitadas ao custo de vida. Diante disso, o governo Lula vê a desaprovação crescer enquanto flerta com o fim da escala 6x1. Com base fragilizada, fica cada vez mais dependente de negociação no Congresso e ao mesmo tempo, eleva o tom na política externa, como no recente atrito com os Estados Unidos, adotando um discurso que rende manchete, mas não ajuda muito. No fim, propõe mudanças estruturais no mercado de trabalho, mas perde sustentação para aprová-las. 


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