
As auxiliares de sala da rede municipal de Capivari de Baixo usaram a Tribuna Livre da Câmara de Vereadores para cobrar valorização profissional, reenquadramento funcional e o cumprimento de compromissos assumidos pelo Executivo em relação à categoria. O pronunciamento foi feito pela servidora efetiva Adriana Della Vedova, que falou em nome das profissionais durante a sessão legislativa.
Segundo Adriana, a manifestação representa um movimento coletivo das auxiliares de sala do município. Ela destacou que a categoria protocolou, em conjunto com o Sintcap, um abaixo-assinado com 578 assinaturas de pais, familiares e moradores em apoio às reivindicações.
Durante o discurso, Adriana criticou os moldes atuais do Projeto de Lei Complementar nº 4/2026, afirmando que a proposta mantém as profissionais no padrão salarial mais baixo da prefeitura — atualmente de R$ 1.841,37 para jornada de 30 horas semanais — mesmo exigindo formação em magistério ou licenciatura para o exercício da função.
“A comunidade é contrária à aprovação do PLC n.º 4/2026 nos moldes atuais. É uma contradição jurídica e moral exigir formação de nível médio do magistério e pagar um salário de nível básico”, afirmou.
A representante da categoria também alegou que o prefeito Claudir Bitencourt havia assumido, ainda em campanha, o compromisso de resolver a situação das auxiliares de sala, promessa que, segundo ela, consta no plano de governo.
Entre as principais demandas apresentadas estão o enquadramento das profissionais na área da educação, a criação de um plano de carreira e a aplicação da Lei nº 15.326/2026 para as servidoras que atuam diretamente na educação infantil.
Diante das reivindicações, a vereadora Cariny Figueiredo (Republicanos) protocolou requerimento propondo a realização de uma audiência pública para debater o tema.
A iniciativa prevê a participação de representantes do Legislativo, Executivo, Ministério Público, órgãos de controle, sindicato e sociedade civil, com o objetivo de buscar encaminhamentos para a situação da categoria.
