
A Prefeitura de Tubarão estuda mudanças no sistema viário do acesso norte da cidade, incluindo a possibilidade de retorno da mão dupla em vias estratégicas da região. Antes de qualquer decisão, um estudo técnico deverá ser contratado para analisar os impactos no trânsito.
Segundo o gestor de Trânsito e Mobilidade, Daniel Machado, a proposta não se limita a uma única ponte, mas envolve todo o conjunto viário do acesso norte.
“Não é só a ponte. A gente está falando de toda a região do acesso norte, que envolve a Tancredo Neves, a Ponte Orlando Francalacci, a rotatória da Rua Uruguai, a Marcolino e também a Ponte Paulo Osny May”, explicou.
De acordo com ele, a principal demanda partiu do prefeito, que solicitou atenção especial à área. A intenção é melhorar a fluidez do trânsito, mas com base em dados técnicos.
“Como motorista, a gente até entende que algumas mudanças podem melhorar, como voltar a Tancredo Neves para mão dupla. Mas eu não posso fazer isso sem um estudo, porque toda alteração no trânsito cria outro gargalo”, afirmou.
O levantamento deve incluir contagem de tráfego, análise dos fluxos e avaliação da capacidade das vias e pontes. A ideia é antecipar possíveis problemas antes de qualquer mudança.
“Esse estudo vai apontar se é viável, quais gargalos podem surgir e como resolver antes. Senão, a gente melhora um ponto e piora outro”, disse.
Machado também destacou que a redução no volume de veículos em algumas vias, após a abertura de novas ligações como a Ponte da Amizade, pode permitir reavaliações no sistema atual.
“Hoje o trânsito ali diminuiu bastante, e isso abre possibilidade de melhorias e até de voltar ao modelo antigo em alguns trechos”, explicou.
Outro ponto analisado será o uso do espaço viário. Segundo o gestor, algumas estruturas têm capacidade maior do que a utilizada atualmente.
“Se observar, algumas pontes comportam mais faixas do que estão sendo usadas hoje. Mas isso precisa ser confirmado tecnicamente”, pontuou.
Além disso, o estudo pode incluir a implantação de novos modais, como ciclofaixas, ampliando as opções de mobilidade urbana.
Prazo ainda não está definido
Apesar de ser tratado como prioridade, ainda não há prazo para conclusão do estudo ou para possíveis mudanças no trânsito.
“Não posso dar prazo porque depende de licitação. A gente ainda está avaliando a melhor forma de contratar esse estudo”, explicou Machado.
Segundo ele, a prefeitura já iniciou conversas com técnicos e empresas especializadas, inclusive de outras cidades, para levantar custos e definir o modelo de contratação.
“A gente está em fase inicial. É uma demanda urgente, mas precisa ser feita com planejamento para evitar erros”, completou.
