
A empresária Camila Mendonça Marques deixou a Penitenciária Feminina de Criciúma nesta sexta-feira (8), após a concessão de prisão domiciliar humanitária pela Justiça. Familiares e apoiadores acompanharam o cumprimento do alvará de soltura em frente à unidade prisional.
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O advogado Henrique Falchetti esteve no local junto da família durante a liberação de Camila. A concessão da prisão domiciliar foi divulgada pelo advogado Hélio Júnior nas redes sociais, onde afirmou que a decisão representa “o reconhecimento da dignidade da pessoa humana, da proteção à família e da necessidade de sensibilidade diante de situações que envolvem mães e filhos”.
Na publicação, Hélio Júnior afirmou ainda que Camila poderá retornar ao convívio com os filhos após um período de afastamento da família. O texto também agradece o apoio de advogados, parlamentares, lideranças religiosas e pessoas próximas que acompanharam o caso nos últimos meses, além da irmã de Camila, Tita Marques, citada como responsável por reunir documentos e laudos apresentados à Justiça.
Moradora de Tubarão, Camila Mendonça Marques foi presa inicialmente após os atos de 8 de janeiro de 2023, em Brasília, quando manifestantes invadiram e depredaram as sedes dos Três Poderes. Ela chegou a responder ao processo em liberdade com medidas cautelares, mas voltou a ser presa preventivamente em 2024.
Camila foi condenada pelo Supremo Tribunal Federal pelos crimes de tentativa de golpe de Estado, abolição violenta do Estado Democrático de Direito, associação criminosa armada e dano qualificado ao patrimônio público. A pena fixada foi de 15 anos e seis meses de prisão em regime fechado, além de multa e condenação solidária por danos morais coletivos relacionados aos ataques de 8 de janeiro.
