
Santa Catarina já confirmou um caso de hantavirose em 2026, segundo informações da Secretaria de Estado da Saúde. O registro ocorre em meio à repercussão internacional causada por um surto da variante andina do hantavírus em um navio de cruzeiro no Oceano Atlântico, que resultou em mortes e levantou alerta entre autoridades sanitárias.
De acordo com a Diretoria de Vigilância Epidemiológica (Dive), o caso catarinense foi identificado no município de Seara, no Oeste do Estado. A Secretaria da Saúde esclareceu, porém, que a linhagem encontrada em Santa Catarina é diferente da variante registrada no cruzeiro internacional.
Segundo o órgão, a cepa identificada no navio possui potencial de transmissão entre pessoas — característica considerada rara e não observada na variante encontrada no Estado. Em Santa Catarina, a principal forma de transmissão continua sendo o contato com secreções, urina ou fezes de roedores infectados.
Nos últimos anos, o Estado contabilizou dezenas de casos da doença. Entre 2020 e 2026, foram registrados 92 episódios de hantavirose em território catarinense.
O alerta global aumentou após a confirmação de um surto no navio MV Hondius, que saiu de Ushuaia, na Argentina, com destino a Cabo Verde. Até o momento, ao menos três mortes foram confirmadas entre passageiros infectados pela chamada cepa andina do vírus.
Especialistas explicam que essa variante é a única conhecida com possibilidade de transmissão entre humanos, embora esse tipo de contágio seja considerado incomum e geralmente associado a contato próximo e prolongado.
Os sintomas iniciais da hantavirose incluem febre, dores no corpo, mal-estar, náuseas e dor abdominal. Em casos mais graves, a doença pode evoluir rapidamente para comprometimento pulmonar e insuficiência respiratória.
A Secretaria de Estado da Saúde de Santa Catarina informou que segue monitorando casos suspeitos no Estado e realizando acompanhamento epidemiológico para identificação da doença.
