
O caso dos mais de 400 gatos debilitados encontrados em um apartamento em Concórdia, no Oeste de Santa Catarina, começou há cerca de 10 anos com apenas um casal de felinos. Segundo a Diretoria de Proteção e Bem-estar Animal do município, os animais passaram a se reproduzir sem controle dentro do imóvel ao longo dos anos.
De acordo com a prefeitura, a tutora dos gatos nunca recolheu animais abandonados das ruas. Todos os felinos nasceram no próprio apartamento, onde viviam em situação de superlotação. Imagens divulgadas pelo município mostram os gatos espalhados pelos cômodos, janelas e até dentro dos móveis da residência.
A situação ganhou maior repercussão após a assinatura de um Termo de Ajuste de Conduta (TAC) entre a moradora e o município, motivado por uma ação do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC).
Pelo acordo, a prefeitura ficou responsável por encaminhar os animais para castração e, posteriormente, direcioná-los a ONGs de proteção animal para adoção. No entanto, durante as visitas ao imóvel, equipes da Diretoria de Proteção Animal e voluntários identificaram que muitos gatos apresentavam problemas de saúde devido às condições precárias do ambiente.
Segundo o município, diversos animais já morreram e outros seguem debilitados. Para evitar a transmissão de doenças, os gatos passarão por um período de quarentena antes da castração.
O caso também conta com apoio do curso de Medicina Veterinária do Instituto Federal Catarinense (IFC), que auxiliará no atendimento e na microchipagem dos animais.
A prefeitura informou ainda que segue acompanhando a situação para evitar que o problema aumente ainda mais.
