
Durante os debates sobre a PEC que prevê o fim da escala 6x1 na Câmara dos Deputados, o deputado federal Pastor Sargento Isidório chamou atenção ao defender a redução da jornada de trabalho afirmando que os trabalhadores precisam de mais tempo para “ficar com a família” e também para “fazer seu sexo em paz”.
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A fala ocorreu durante a discussão da proposta que reduz a carga horária semanal de 44 para 40 horas, mantendo os salários e garantindo dois dias de descanso por semana no modelo 5x2.
A PEC foi aprovada na comissão especial da Câmara por 34 votos a 4 e, poucas horas depois, também passou pelo plenário da Casa em dois turnos, com ampla maioria. O texto agora segue para análise do Senado Federal.
Pela proposta aprovada, a mudança acontecerá em duas etapas. Sessenta dias após a promulgação da PEC, a jornada cairá de 44 para 42 horas semanais, já com dois dias de descanso remunerado. Depois de 12 meses, a carga horária máxima passará definitivamente para 40 horas semanais.
O texto aprovado unificou propostas apresentadas pelos deputados Reginaldo Lopes e Erika Hilton. A parlamentar do PSOL defendia originalmente uma jornada ainda menor, de 36 horas semanais, com escala 4x3.
A PEC mantém a possibilidade de acordos coletivos para categorias com jornadas diferenciadas, como profissionais da saúde, segurança pública, transporte e setores essenciais. O relatório também prevê regras específicas para micro e pequenas empresas, além de período de adaptação em contratos públicos e terceirizados.
O debate sobre o fim da escala 6x1 ganhou força em 2026 e passou a mobilizar trabalhadores, sindicatos e parlamentares de diferentes partidos. Enquanto defensores afirmam que a medida melhora a qualidade de vida e o convívio familiar, críticos alertam para possíveis impactos econômicos e aumento de custos para empresas.
