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05/06/2026 15h57

Coluna do Bento: a pequena de 37 anos, lixo e ônibus em Tubarão e Lula parte para o ataque

Toda sexta-feira, os destaques da Política da região, de Santa Catarina e do Brasil
Coluna do Bento: a pequena de 37 anos, lixo e ônibus em Tubarão e Lula parte para o ataque

A PEQUENA MENINA DE 37 ANOS

Eu tenho uma tendência a crer que às vezes Jesus se disfarça de certas notícias para testar nossa compaixão e misericórdia para com aqueles que são enganados. Até agora não me entra na cabeça como olharam para a distinta Amanda Maria, uma mulher de 37 anos e viram uma adolescente de 12. Amanda se apresentou como Gabriele e foi adotada por uma família de Joinville  durante CATORZE MESES. Ela tomava mamadeira e chegou a ganhar uma festa de aniversário. Para sustentar o disfarce, ela alegava falsamente ter autismo e outras condições clínicas, argumentando ainda que seus traços adultos eram decorrentes do uso forçado de hormônios durante a infância, quando teria sido abusada. A família se apegou emocionalmente.

 

NO PRESÍDIO, NÃO AFINOU

Quando chegou ao Presídio Regional de Joinville, ela tentou manter um comportamento parecido: fez um auê, chorava… Quando ninguém deu bola, começou a falar como adulta, com postura de uma mulher de 37 anos. As outras presas chegaram a brincar que não queriam um “bebê reborn”  na cela. Já temos uma grávida de Taubaté para chamar de nossa. Infelizmente, a família lesada deve  demorar a superar isso. Por mais que eu não entenda como ninguém ali viu o óbvio, tenho certeza que, nos olhos deles, a maldade não estava.


TUBARÃO NOTIFICA RACLI

A notificação da prefeitura à Racli é correta, mas um pouco dura. Não?. Ok, serviço essencial não admite falhas, ainda mais quando envolve saúde pública e qualidade de vida. Mas o episódio também precisa ser analisado com um pouco mais de contexto. Tubarão viveu o terror do lixo com problemas na licitação, troca de empresas, contratos emergenciais e períodos em que o acúmulo de resíduos virou lei. A Racli reassumiu o serviço em fevereiro e em pouco tempo houve normalização, já que a empresa operou no município por mais de duas décadas Segundo a própria empresa informou ao HC, o problema recente teria sido provocado pela falta de mão de obra, afetando a operação por cerca de um dia e meio, situação que estaria sendo corrigida com medidas de otimização das equipes.

 

VOU DE UBER?

A boa notícia é que Tubarão não corre o risco de acordar no dia 13 de junho sem ônibus circulando. A má notícia é que a cidade continua convivendo com uma crise no transporte coletivo que se arrasta há anos. O fim da concessão do Consórcio Cidade Azul encerra um capítulo, mas está longe de resolver o problema. Agora, a prefeitura aposta em uma contratação temporária enquanto prepara uma nova licitação. O desafio será convencer a população de que desta vez o transporte público pode voltar a ser atrativo, eficiente e sustentável. Porque trocar a empresa é relativamente simples. Difícil é recuperar um sistema que perdeu passageiros, credibilidade e, em muitos casos, a confiança dos próprios usuários.

 


 

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ISENÇÃO É BOM PARA QUAL MÃO?

Nos últimos dias ouvi muita gente comentando sobre as isenções fiscais em SC. Neste ano foram R$31 bilhões; não é troco perdido no sofá. Toda vez que o governo anuncia uma nova rodada de incentivos, a promessa é a mesma: mais empregos, mais investimentos e mais desenvolvimento. O problema é que a conta raramente chega acompanhada de um placar claro mostrando quem recebeu, quanto recebeu e qual foi o retorno efetivo para a sociedade. Em ano eleitoral, o debate tende a ficar ainda mais interessante. Afinal, defender benefícios fiscais costuma render aplausos do setor produtivo; explicar por que o Estado abre mão de R$ 31 bilhões é uma tarefa bem mais complicada.

 

MDB SEGUE DISTANTE DE JORGINHO

As conversas políticas para 2026 continuam acontecendo nos bastidores, mas o MDB ainda demonstra resistência em embarcar de forma definitiva no projeto de reeleição do governador Jorginho Mello. Lideranças emedebistas seguem divididas sobre os rumos da eleição estadual. O MDB conhece como poucos a arte de esperar o momento certo. O partido sabe que seu peso eleitoral continua relevante e, por isso, evita decisões precipitadas. Enquanto isso, Jorginho segue tentando ampliar sua base, mas ainda sem conseguir uma aproximação definitiva com o maior partido municipalista de Santa Catarina.

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A ÚLTIMA (?) DELAÇÃO DE VORCARO

O banqueiro Daniel Vorcaro apresentou uma nova versão de sua proposta de delação premiada à Polícia Federal e à Procuradoria-Geral da República. O material amplia o alcance das revelações e inclui informações sobre a relação com o senador Flávio Bolsonaro, além de outros personagens do mundo político e empresarial. Quando uma delação começa a ser reescrita e ampliada, normalmente é porque o colaborador percebe que precisa entregar mais para obter benefícios. Em Brasília, ninguém está olhando apenas para o que já foi revelado no Caso Vorcaro. A expectativa está no que ainda pode aparecer. E, como costuma acontecer nesses casos, o maior risco para muitos políticos talvez não esteja no que foi publicado até agora, mas no próximo capítulo.

 

O ATAQUE DE LULA

O presidente Lula elevou o tom contra o senador Flávio Bolsonaro ao chamá-lo de "imbecil", "idiota" e "traidor da pátria" durante críticas relacionadas à aproximação do parlamentar com Donald Trump e às recentes tensões comerciais entre Brasil e Estados Unidos. Lula tem todo o direito de discordar e criticar adversários, mas quando o debate presidencial desce para a troca de ofensas, quem perde é a política. O presidente ocupa o cargo mais importante do país e dele se espera argumentos, não xingamentos. Num momento em que o Brasil enfrenta desafios econômicos e diplomáticos, gastar energia em insultos ajuda pouco a resolver qualquer problema.

 

FLÁVIO REAGE

Flávio Bolsonaro respondeu às acusações afirmando que nunca trabalhou por medidas prejudiciais ao Brasil e acusou Lula de usar o episódio para fins eleitorais. O senador também buscou se afastar da responsabilidade pelas tarifas anunciadas pelo governo americano. Flávio também tem dificuldade para escapar das próprias contradições. Durante anos cultivou proximidade política com Trump e setores alinhados ao ex-presidente americano. Agora que decisões tomadas em Washington começam a gerar desgaste e preocupação econômica, tenta convencer que não tem relação com o assunto. Na política, é comum querer os bônus da proximidade sem assumir os ônus quando eles aparecem. O eleitor costuma perceber essa diferença.


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