
A poucos dias do início da Copa do Mundo 2026, os olhares se voltam para as telas e programação dos jogos e o Brasil acompanha os atletas da seleção. Diante do caso mais emblemático do atleta Neymar Junior, surge a dúvida: por que muitos jogadores com alto rendimento, enfrentam o desafio das lesões que impossibilitam a performance tão esperada?
O médico ortopedista e traumatologista que integra a equipe da Ortoimagem, em Tubarão, Dr. Luciano Dias Batista, explica que o alto rendimento no futebol requer intensidade física constante, repetição de movimentos e grande sobrecarga muscular e articular. “É um contexto que favorece as lesões por sobrecarga, cada vez mais frequentes à medida em que as exigências físicas estão sobre os atletas profissionais, em especial, jogadores de futebol” explica.
Os problemas mais comuns são as fraturas da tíbia e dos metatarsos, pubalgia, tendinopatias e edemas ósseos. “Os primeiros sinais podem surgir como dores persistentes e desconfortos que parecem simples, mas que podem evoluir para afastamentos prolongados quando não identificados rapidamente”, afirma.
Não é à toa que Neymar apresenta um histórico que ilustra bem esta realidade. “Nesses casos, a atuação do ortopedista e o uso de exames de imagem, como radiografias, tomografias e ressonâncias magnéticas, são fundamentais para o diagnóstico precoce, definição do tratamento e prevenção de complicações que podem comprometer a carreira de um atleta”, completa o especialista.
Ele reforça que a prevenção é sempre o melhor caminho. “Uma das funções do médico ortopedista é a prevenção das lesões. Para isso, é importante a avaliação clínica, identificando fatores de risco, desequilíbrios musculares, alterações biomecânicas e sinais de sobrecarga ainda no seu início, antes que surjam lesões mais graves”.
Os exames de imagem são aliados nesse processo. Radiografia, ultrassonografia, tomografia computadorizada e, principalmente, a ressonância magnética permitem detectar alterações precoces, muitas vezes antes mesmo da fratura se tornar evidente, não só no diagnóstico, mas no acompanhamento da recuperação. Ele lembra que a atuação integrada entre ortopedia, medicina esportiva, fisioterapia e exames de imagem se torna essencial para preservar a saúde dos atletas e evitar que pequenas lesões evoluam para problemas mais sérios.
