
A mãe de Bernardo Pabst, uma das crianças mortas no ataque à creche Cantinho Bom Pastor, em Blumenau, manifestou indignação após a Prefeitura anunciar o fim da vigilância armada nas escolas e centros de educação infantil do município.
A decisão foi tomada após o rompimento do contrato com a empresa responsável pelo serviço, alvo de uma investigação que apura supostas irregularidades na contratação da segurança escolar.
Em vídeo publicado nas redes sociais, Jennifer Pabst afirmou ter recebido a notícia com revolta. Segundo ela, pais e familiares das vítimas lutaram por medidas de proteção após a tragédia registrada em abril de 2023, quando quatro crianças foram assassinadas dentro da creche.
"É impossível eu não ficar revoltada e indignada. Nós fizemos nossa parte e agora querem tirar uma segurança que foi conquistada com tanta luta", declarou.
O prefeito de Blumenau, Egidio Ferrari, informou que o município passará a contar com porteiros nas unidades de ensino pelos próximos seis meses. Depois desse período, a administração pretende avaliar os resultados do novo modelo. A expectativa também é implantar gradualmente sistemas de reconhecimento facial, câmeras de monitoramento e catracas até o início de 2027.
Jennifer afirmou que compreende a necessidade de encerrar o contrato investigado, mas defende que outra empresa seja contratada para manter a segurança armada nas escolas.
"Quanto vale a vida dos seus filhos? Vão deixar que um caso de corrupção resulte em menos segurança para as crianças?", questionou.
O caso ganhou repercussão após uma operação do Ministério Público de Santa Catarina investigar possíveis irregularidades na contratação da empresa responsável pela vigilância das escolas municipais. Segundo as apurações, informações sigilosas teriam sido usadas para favorecer a vencedora dos contratos.
A empresa seguirá prestando o serviço apenas até a conclusão da transição para o novo modelo adotado pela Prefeitura.
