
A pesca artesanal da tainha voltou a ser autorizada em Santa Catarina após o governo federal ampliar a cota destinada à modalidade de arrasto de praia. A decisão foi anunciada nesta semana depois de forte mobilização de pescadores, colônias pesqueiras, prefeitos e do governo catarinense contra a suspensão da atividade.
A interrupção havia sido determinada pelo Ministério da Pesca após a modalidade atingir cerca de 90% do limite estabelecido para a safra de 2026. A medida provocou reação imediata no estado, especialmente em municípios do litoral onde a pesca da tainha representa uma importante atividade econômica e cultural.
Diante da repercussão, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva autorizou uma ampliação da cota e liberou a retomada da pesca. Em vídeo divulgado aos pescadores catarinenses, Lula confirmou a decisão e afirmou que a atividade poderia continuar.
A ampliação da cota busca garantir a continuidade da safra e minimizar os impactos para centenas de famílias que dependem da pesca. Mesmo com a liberação, o debate sobre o sistema de cotas segue gerando controvérsia em Santa Catarina.
Representantes do setor pesqueiro defendem que a pesca artesanal de arrasto de praia, considerada uma tradição centenária do litoral catarinense, não deveria estar sujeita às mesmas restrições aplicadas a outras modalidades. Já o governo federal argumenta que as cotas são necessárias para assegurar a sustentabilidade dos estoques da espécie.
A discussão deve continuar nos próximos meses, enquanto pescadores e autoridades locais pressionam por mudanças nas regras para as próximas temporadas da pesca da tainha.
