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12/06/2026 15h19

Coluna do Bento: Capivari discute concessão, Lula e Jorginho brigam por tainha e Trump é o pior anfitrião

Toda sexta-feira, os destaques da Política da região, de Santa Catarina e do Brasil
Coluna do Bento: Capivari discute concessão, Lula e Jorginho brigam por tainha e Trump é o pior anfitrião

EDUCANDO

Tubarão lançou o programa Educando Cidadãos TB com o objetivo de fortalecer valores de cidadania, ética e combate à corrupção entre estudantes da rede municipal. A ação atende inicialmente alunos dos 5º anos de duas escolas municipais e as atividades vão ser desenvolvidas em parceria com a Unisul. Importante projeto que, por meio de oficinas e debates, conscientiza as crianças sobre a importância da honestidade, respeito às regras e da responsabilidade coletiva. Muita gente pode achar algo bobo, mas se esquece que nossa formação  e valores são formados, em boa parte, quando ainda somos crianças.

 


ÁGUA E ESGOTO

Capivari de Baixo promoveu nesta semana uma audiência pública para discutir a concessão dos serviços de abastecimento de água e esgotamento sanitário. O encontro apresentou à comunidade os estudos e projetos revisados, elaborados pela Fundação InoversaSul. O processo, que havia sido suspenso em 2024 por determinação do Tribunal de Contas do Estado de Santa Catarina, voltou a tramitar após a adequação dos documentos e segue agora em consulta pública, permitindo que a população contribua com sugestões antes da definição sobre o modelo de gestão dos serviços de saneamento no município.

 

CANCELA AÍ

O Aeroporto Regional Sul, em Jaguaruna, recebeu nesta semana uma inspeção do Grupo Especial de Inspeção em Voo (GEIV), da Aeronáutica, responsável por avaliar sistemas de auxílio à navegação aérea. Paralelamente, foram iniciados os trabalhos para instalação de um segundo sistema PAPI, equipamento que auxilia os pilotos durante pousos e aproximações. A expectativa é que a melhoria aumente a segurança operacional e contribua para reduzir cancelamentos de voos, que durante anos foi a principal reclamação dos usuários do Aeroporto, bem como as interrupções causadas pelas condições operacionais. Por isso, investimentos em equipamentos de navegação raramente ganham a atenção que merecem, embora sejam justamente eles que ajudam a tornar um aeroporto mais confiável. A instalação do novo PAPI não tem o impacto visual de uma nova rota ou de um grande terminal, mas pode representar um avanço concreto para quem depende do aeroporto para trabalhar, fazer negócios ou viajar. 

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VOO DE TUCANO

O PSDB de Santa Catarina oficializou aquilo que já era esperado nos bastidores: o apoio à reeleição do governador Jorginho Mello em 2026. A decisão foi ratificada por aclamação durante encontro que reuniu cerca de 300 lideranças tucanas de todo o Estado. O movimento ocorre mesmo sem perspectiva concreta de participação na chapa majoritária. A vaga de vice-governador já foi destinada ao Novo, com o prefeito de Joinville Adriano Silva, anunciado por Jorginho como seu pré-candidato. No Senado, o cenário também é apertado. Os nomes de Carol de Toni e Carlos Bolsonaro ocupam as conversas da base governista, deixando pouco espaço para pretensões tucanas.

 

CAIU NA REDE

Após pressão de pescadores, colônias, prefeitos e do governo catarinense, o governo Lula ampliou a cota da modalidade de arrasto de praia e autorizou a retomada da pesca da tainha. A atividade havia sido suspensa após atingir cerca de 90% do limite previsto para a safra de 2026. Um fato não pode ser ignorado: os pescadores capturaram o volume que estava autorizado. Se existe um problema, ele não está no cumprimento da regra, mas na definição da própria cota. O recuo de Lula mostra que a pressão funcionou. Há anos a questão da tainha volta à pauta com os mesmos discursos. O governador Jorginho Mello faz críticas frequentes à Brasília; o resultado prático continua sendo uma crise repetida a cada safra. Se a cota é injusta e prejudica Santa Catarina, por que o problema continua sem solução depois de tantos anos de mobilização? Defender os pescadores nas redes sociais e nos palanques é importante, mas governar exige resultados. Não é o que se vê.

 

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O SOL E A PENEIRA

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados aprovou nesta semana a admissibilidade da PEC que reduz a maioridade penal de 18 para 16 anos. A proposta agora seguirá para uma comissão especial antes de ser analisada pelo plenário da Câmara. O texto em discussão prevê a responsabilização penal de jovens de 16 e 17 anos, especialmente em casos de crimes graves e hediondos. Essa é uma pauta que encontra apoio popular porque conversa diretamente com o sentimento de insegurança da população. O problema é que ela costuma aparecer toda vez que a política precisa demonstrar firmeza contra o crime. É difícil acreditar que a mudança, sozinha, resolverá a violência quando os próprios defensores da proposta admitem que ela não é uma solução definitiva. A gente sempre transforma uma discussão complexa numa resposta simples para um problema muito maior. Ao mesmo tempo, ignorar o debate também seria um erro: a sociedade tem o direito de discutir se adolescentes que cometem crimes bárbaros devem receber punições mais severas. O desafio é não vender a redução da maioridade penal como uma solução mágica para uma crise de segurança pública que envolve investigação, impunidade, sistema prisional e atuação do crime organizado.


ANFITRIÃO?

Quando se é anfitrião de uma festa, você deve tratar bem seus convidados, certo? A Copa do Mundo mal começou e já oferece imagens difíceis de ignorar. O Irã, país que atualmente vive um conflito militar com os Estados Unidos, precisou estabelecer sua base em Tijuana, no México, e viajar para território americano apenas nos dias de jogo. Já o árbitro da Somália Omar Artan foi impedido de entrar nos EUA mesmo possuindo visto válido, em um caso que repercutiu internacionalmente. O torneio é vendido como um encontro de nações, um espaço onde diferenças políticas, culturais e religiosas ficam em segundo plano diante do esporte; mas participantes do próprio evento enfrentam barreiras para entrar ou permanecer no país anfitrião. Nenhum governo é obrigado a abrir mão de suas políticas de segurança ou imigração. Mas, se os Estados Unidos desejam sediar a principal celebração esportiva do planeta, também precisam lidar com as contradições que acompanham esse papel.


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