
A professora Vânia de Souza Borges, de Uberlândia (MG), busca responsabilizar na Justiça empresas de apostas e influenciadores digitais pela morte do filho, Rafael Borges Amaral, de 26 anos, ocorrida há dois anos. Segundo ela, o jovem desenvolveu dependência em plataformas de apostas, passou a se isolar da família, perdeu o emprego, tornou-se agressivo e acumulou dívidas antes de morrer.
No dia de sua morte, Rafael ainda realizou uma transferência de R$ 30 para uma plataforma de apostas.
A mãe afirma que tentou convencer o filho a abandonar as apostas e buscou ajuda em diferentes órgãos, mas não conseguiu impedir o agravamento da situação. Ela também cobra que influenciadores que promovem casas de apostas sejam responsabilizados pelos impactos causados aos usuários, alegando que a publicidade incentiva um comportamento de risco.
"O Rafael era um menino doce, generoso, irradiava alegria por onde passava. Depois ficou isolado, agressivo, já não saía mais com os amigos. Trabalhava muito, mas todo o dinheiro ia para as apostas. Ver um filho perder tudo dessa forma cortava o meu coração", lamentou.
Fontes: G1, Agência Pública e Terra Fatos.
Foto: Reprodução/Redes sociais.
