
Enquanto o atacante Erling Haaland encerrava a participação da Noruega na Copa do Mundo de 2026, um recém-nascido em Santa Catarina ganhava o mesmo nome do craque. O bebê nasceu no sábado (11), em Timbó, no Vale do Itajaí, e teve o registro oficializado na terça-feira (14), conforme dados da Associação Nacional dos Registradores de Pessoas Naturais (Arpen-Brasil).
O catarinense é o terceiro bebê registrado com o nome Haaland no Brasil neste ano. Antes dele, outros dois nasceram em Mossoró (RN) e São Paulo de Olivença (AM). De acordo com a Arpen, o nome começou a aparecer nos cartórios brasileiros em 2020 e, desde então, já foi escolhido por 89 famílias.
A popularidade do nome acompanha o destaque conquistado pelo atacante norueguês nos últimos anos. Na Copa de 2026, Haaland foi o principal nome da seleção da Noruega, que alcançou sua melhor campanha na história do torneio. O camisa 9 marcou sete gols na competição, incluindo os dois da vitória sobre o Brasil nas oitavas de final, antes da eliminação para a Inglaterra nas quartas.
Segundo o presidente da Arpen-Brasil, Devanir Garcia, grandes eventos esportivos costumam influenciar diretamente a escolha dos nomes dos recém-nascidos.
"Assim como novelas, músicas e outras manifestações populares, o futebol faz parte do cotidiano dos brasileiros e acaba influenciando escolhas familiares importantes, como o nome dos filhos. Os cartórios registram esses movimentos ao longo do tempo, mostrando como grandes ídolos do esporte deixam marcas que ultrapassam os gramados e passam a fazer parte da identidade de uma geração", afirmou.
O levantamento da entidade mostra que 2023 foi o ano com maior número de registros do nome Haaland no país, com 41 crianças. Em seguida aparecem 2024, com 20 registros; 2025, com oito; 2022, com sete; 2021, com seis; 2020, com quatro; e 2026, até o momento, com três.
Neymar também inspirou famílias brasileiras
Haaland não é o único jogador a influenciar a escolha de nomes no Brasil. O atacante Neymar também registrou um aumento significativo de homônimos durante o período em que despontou no Santos, conquistou a Copa Libertadores de 2011 e se consolidou na Seleção Brasileira.
Conforme Devanir Garcia, o fenômeno demonstra como o sucesso de atletas ultrapassa o universo esportivo e acaba refletindo até mesmo nos registros civis, acompanhando momentos de grande visibilidade e identificação com o público.
