
Yzabelle Rodrigues, mãe da bebê Helena, de 10 meses, morta em Fortaleza (CE) na última segunda-feira (13), concedeu suas primeiras entrevistas públicas desde a tragédia e apresentou novos detalhes sobre a noite do crime. O caso é investigado pela Polícia Civil do Ceará como suspeita de homicídio por asfixia associado a abuso sexual, e dois homens seguem presos em flagrante.
Veja:
Segundo o relato da mãe, os dois principais suspeitos — o homem com quem ela mantinha um relacionamento recente e o primo dele — estavam ingerindo bebida alcoólica e chegaram a discutir durante a noite. De acordo com Yzabelle, um deles insinuava que o outro sentia inveja dele, sem que ela entendesse o motivo de tanta discussão entre os dois.
A mãe fez questão de reforçar que, apesar do consumo de álcool pelos dois homens, ela própria permaneceu sóbria e consciente durante toda a noite, lembrando-se de tudo o que aconteceu.
Ainda de acordo com o depoimento, Yzabelle contou que, temendo que um dos homens pudesse se mexer durante o sono e machucar a filha, pediu que ele deixasse a cama. Ela relatou ter pedido ao suspeito para tirar o outro homem do local, argumentando que ele poderia esmagar a criança. O pedido, no entanto, foi negado sob a justificativa de que, no estado em que se encontrava, ele não se mexeria durante o sono.
A mãe afirmou ter acreditado na explicação e não imaginado que algo pudesse acontecer com a bebê a partir daquela situação.
"Não tenho culpa do que fizeram com a minha filha"
Abalada, Yzabelle voltou a negar qualquer participação ou responsabilidade na morte de Helena. Ela declarou publicamente que jamais colocaria a própria filha em risco e reforçou que não é responsável pelo que aconteceu com a criança.
A mãe também revelou que conheceu o suspeito principal apenas alguns dias antes da tragédia e que a noite havia começado como uma confraternização em família, com direito a piscina e jogos, antes de o grupo seguir para o apartamento onde ocorreu o crime.
O que se sabe até agora
Helena foi socorrida na madrugada de segunda-feira e levada a um hospital em Fortaleza, mas não resistiu. A equipe médica que atendeu a criança identificou sinais compatíveis com violência sexual, o que levou o caso a ser tratado como ocorrência criminal. A Polícia Civil, por meio da Delegacia de Combate à Exploração da Criança e do Adolescente (Dececa), investiga tanto a hipótese de asfixia quanto a de abuso sexual como causas da morte.
Os dois suspeitos foram presos em flagrante e permanecem detidos. A Justiça do Ceará decretou a prisão preventiva de ambos. Exames periciais e genéticos foram solicitados para confrontar vestígios encontrados no corpo da bebê com material biológico dos investigados, e o laudo da Perícia Forense do Ceará (Pefoce) é aguardado para esclarecer definitivamente a causa da morte — resultado apontado pelas autoridades como determinante para o andamento do inquérito e para eventual responsabilização criminal.
O caso ganhou repercussão nacional e gerou forte comoção no Ceará, com manifestações de apoio à família e cobranças por celeridade nas investigações. Até o momento, nenhuma conclusão oficial sobre a dinâmica do crime foi divulgada pelas autoridades, e a apuração segue em andamento.
