
Uma auxiliar de cozinha teve a demissão por justa causa mantida pela Justiça do Trabalho depois de publicar, nos stories do Instagram, um vídeo em que dizia que fingiria estar doente para conseguir um atestado médico e faltar ao trabalho. O caso foi julgado pela 2ª Vara do Trabalho de Ipojuca, em Pernambuco, em sentença assinada no dia 15 de julho.
No vídeo, publicado em um domingo, a trabalhadora afirma que diria ao médico que estava com vômitos, tontura e "diarreia intensa" para conseguir o documento. No dia seguinte, ela apresentou à empresa um atestado médico com diagnóstico de diarreia e gastroenterite de origem infecciosa presumível (CID A09), compatível com os sintomas mencionados nas postagens.
Ao entrar na Justiça, a auxiliar alegou que a empresa não tinha provas para aplicar a justa causa e pediu a reversão da demissão, além do pagamento das verbas rescisórias. A empresa, porém, apresentou os vídeos publicados no Instagram como prova da conduta da funcionária.
Na decisão, a juíza Andrezza Albuquerque Pontes de Aquino Cassimiro entendeu que a ordem cronológica dos fatos demonstrou que a trabalhadora planejou simular os sintomas para induzir o médico a emitir o atestado, caracterizando ato de improbidade, hipótese prevista no artigo 482 da CLT. Por isso, a magistrada manteve a demissão por justa causa. Ainda cabe recurso da sentença.
