
Uma paciente de 76 anos morreu três dias após ser submetida por engano a uma cirurgia destinada a outra pessoa no Hospital Beneficência Portuguesa, em Campinas (SP). A idosa tratava uma obstrução intestinal causada pela recidiva de um câncer de cólon.
Por uma falha na identificação, ela foi levada ao centro cirúrgico e passou por uma gastrostomia endoscópica, procedimento para a colocação de uma sonda diretamente no estômago. A cirurgia era destinada a outra paciente e o erro só foi descoberto quando a equipe percebeu que a verdadeira paciente ainda aguardava no quarto para ser operada. A conferência da pulseira de identificação confirmou a troca.
Segundo a família, o estado de saúde da idosa piorou rapidamente após o procedimento. Ela apresentou um quadro de infecção grave, foi transferida para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e morreu três dias depois.
Em nota, o Hospital Beneficência Portuguesa reconheceu o erro, informou que abriu uma sindicância interna e adotou medidas administrativas, incluindo o desligamento de profissionais envolvidos.
A instituição afirmou que uma avaliação técnica concluiu que a cirurgia realizada por engano não alterou o prognóstico da paciente e que reforçou os protocolos de segurança.
A família informou que pretende recorrer à Justiça para apurar as responsabilidades pelo caso.
