
A Polícia Federal solicitou ao Supremo Tribunal Federal (STF) a abertura de um terceiro inquérito para investigar Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha. O novo pedido tem como foco uma apuração sobre suspeita de tráfico de influência.
O requerimento foi apresentado poucos dias após o ministro André Mendonça autorizar a instauração de outras duas investigações envolvendo o filho mais velho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Uma das apurações investiga uma suposta atuação de Lulinha em favor do empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como "Careca do INSS", em negociações relacionadas à comercialização de cannabis medicinal junto ao Ministério da Saúde. A investigação busca esclarecer se teria havido venda de influência para facilitar o acesso ao governo em troca de pagamentos.
O segundo inquérito trata de um suposto favorecimento a um empresário interessado em firmar negócios com a Dataprev, empresa pública vinculada ao Ministério da Gestão e Inovação em Serviços Públicos e responsável pela administração do Cadastro Nacional de Informações Sociais (CNIS).
A defesa de Lulinha informou que pretende acionar o Ministério da Justiça em razão da atuação da Polícia Federal no caso.
Declarações de Lula
Em entrevista ao podcast Inteligência Ltda., o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que o filho não receberá tratamento diferenciado caso seja investigado ou processado.
Segundo Lula, se Lulinha responder por qualquer acusação, será tratado como qualquer outro cidadão. O presidente afirmou que jamais interferirá no trabalho da Polícia Federal ou da Justiça e disse que, caso o filho tenha cometido alguma irregularidade, deverá responder pelos próprios atos.
Lula também relembrou o impacto das investigações da Operação Lava Jato sobre sua família e afirmou acreditar na inocência do filho. Segundo ele, caso seja necessário, Lulinha retornará ao Brasil para apresentar sua defesa e provar sua inocência perante a Justiça.
O pedido de abertura do terceiro inquérito ainda será distribuído no STF e poderá permanecer sob a relatoria do ministro André Mendonça ou ser encaminhado a outro integrante da Corte.
